11/12/2017

Entrevista

Tibério Vargas: “Nós, os jornalistas é que sabemos contar as coisas”

Em março, Tibério Vargas Ramos encerrou sua trajetória de 40 anos à frente de disciplinas de Jornalismo e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social (Famecos), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atuando desde 1° de março de 1977, o mais antigo docente da faculdade solicitou demissão para se dedicar à literatura e ao conteúdo de seu site homônimo (tiberiovargasramos.com.br).

Além dos 40 anos em sala de aula, o jornalista conta com 26 anos de experiência em redações, trabalhando nas editorias de polícia da Folha da Tarde, Correio do Povo e Zero hora. Tibério também é autor de dois romances, Acrobacias no Crepúsculo e Sombras Douradas, da novela A Santa Sem Véu e dos Contos do Tempo da Máquina de Escrever.

Nesta entrevista para a revista Press, Tibério Vargas Ramos fala sobre suas experiências como repórter policial, a dedicação à literatura, e suas opiniões sobre o ensino de jornalismo e o futuro da atividade.

Você saiu da PUC após 40 anos como professor e agora é um escritor?

Eu só quero me dedicar a isso.

Quantas páginas escreve por dia?

Eu tenho horário. Normalmente, eu procuro ler de manhã e escrever de noite. Mas é muito relativo. Às vezes, eu escrevo muito, e, às vezes eu apenas acerto um parágrafo.

E a sua literatura é autobiográfica, é uma terapia ou tem pretensões literárias mesmo?

Eu sempre gostei de escrever. Tanto é que eu entrei no jornalismo para escrever. Não entrei no jornalismo para uma missão. Eu queria escrever e por isso me dediquei ao jornalismo. Eu gostava de escrever, eu sempre disse que nunca soube se eu gostava mais de escrever ou de editar porque eu sempre gostei muito disso também. Sempre diagramei, e adoro diagramar. Então, procurei me dedicar a todas as áreas do jornalismo gráfico. Escrever é a minha respiração, minha vida. Eu gosto muito de ler e gosto muito de escrever. Como dizia Jorge Luis Borges, prefiro ler do que escrever, porque leio o que quero e escrevo como posso.

Tem algum autor que gostaria de escrever parecido?

Eu tive épocas. Sempre fui muito camaleão. Eu gostei muito do Nelson Rodrigues. Na crônica policial, eu procurava escrever como Nelson Rodrigues. Eu gosto muito mais do Vargas Llosa do que do Gabriel García Márquez. Eu acho García Márquez mais rococó. Gosto muito da elegância do Ítalo Calvino. E eu vou sempre mudando.

Você esteve 26 anos trabalhando em redações, na Folha da Tarde, no Correio do Povo, na Zero Hora, especializado na editoria de polícia. Quantas pessoas trabalhavam em polícia naquela época?

Naquela época, a gente trabalhava no mínimo, contando com os editores, com 11, por aí. E fazíamos cobertura 24 horas.

Hoje as equipes são bem mais reduzidas. Esse assunto deixou de ser interessante para o público ou deixou de ser interessante para a empresa jornalística ou, ainda, se tornou tão banal que não é mais notícia?

O que eu vejo é que os casos são apresentados de uma maneira banal. E não se coloca mais pessoas na cobertura por medo de processo. Então, a editoria de polícia está muito mais cerceada na democracia.

Quer dizer, é aquela história do “suspeito”, do “teria feito”, futuro do pretérito do subjuntivo…

Sim, isso, naquela época, não tinha. Essa condicional não se usava.

A polícia hoje é demonizada, por boa parte da população, especialmente pelos movimentos de esquerda. Como tu vê o papel da polícia na democracia? É vilão, mocinho ou nenhum dos dois?

Eu acho que tem coisas que deveriam ser intoleráveis. E a polícia hoje tem medo de fazer qualquer coisa, porque ela vai responder processo, vai ser demonizada. Então, quatro ou cinco pessoas trancam uma rua e a rua fica trancada.

É uma crise de autoridade que estamos vivendo no Brasil?

Eu acho que é. Porque autoridade não tem nada que ver com autoritarismo. Porque a gente tinha no mínimo oito repórteres? Fazíamos cobertura 24 horas, então tinha que ter no mínimo nove para um estar de férias, o que dava oito para cobertura de seis horas, mais ou menos assim. E nós tínhamos uma frequência da rádio da polícia,que ouvíamos o tempo todo. Então, a gente cobria 24 horas e cobrava as coisas. A falta da cobrança da imprensa cria essa impunidade. A gente cobrava muito. Pegava um crime e ficava naquele crime cobrando, cobrando, se não estava resolvido.

Vocês buscavam o curioso, o jocoso, o inusitado… Lembra de casos assim naquela época? Os jornais davam sequência às histórias.

Quando se pegava um caso, nós como repórteres, às vezes nem aguentávamos mais o caso, mas o público queria. E o Antoninho (Antonio Gonzales, editor da Folha da Tarde) pedia e aquilo continuava como se fosse um folhetim, uma novela.

Não foi nessa época a história do homem das mãos amarradas?

Não, foi antes. Eu peguei já quando reabriram o processo. Foi em 1965, e depois reabriram no início dos anos 1970.

O caso do José Antônio Daudt foi depois?

No caso Daudt eu já estava de volta à Zero Hora. E o caso Daudt foi uma convicção da própria empresa, da própria imprensa. Ela impediu uma cobertura isenta, aberta.

Por quê? Porque era um comunicador?

Não. O grande problema do caso Daudt é que existia uma vítima e, supostamente, um autor. E tudo foi feito para chegar no autor. O trabalho da polícia, o trabalho da imprensa, e na empresa havia essa convicção. Foi errado. Porque tinham que partir da vítima para chegar ao criminoso. A gente até ganhou um prêmio ARI pela cobertura.

Mas naquela época os setoristas de polícia tinham convicção de que o autor do crime era o deputado Antônio Dexheimer?

Nós não tínhamos. Tinha quem era amigo do Daudt. E amigo do Daudt era a direção.

Hoje se fala sobre a necessidade do julgador de se declarar impedido de julgar um caso porque tem ligações com os acusados, para evitar situações como a do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal, que tem legislado em favor de amigos. O jornalista se sente impedido de noticiar em algum momento porque era um amigo ou pessoa muito próxima?

Eu tive algumas experiências assim, mas passava para outro repórter, por não querer fazer. Me aconteceu duas vezes. Eu chego na delegacia e está preso um primo meu. Então, não vou fazer a matéria. Outro faça. Outra vez foi uma amiga, e não fiz a matéria, eu sabia que ela ia ser solta e de noite ia estar na Zero Hora. É um troço desagradável.

Fizemos, recentemente, uma matéria de capa sobre o jornalismo de antagonismos, o jornalismo engajado. Não acha que a gente se perdeu em algum momento aí?

Naquela época a reportagem policial tinha três vieses. Um viés policial, que para nós gerava muita dificuldade, porque eles tinham fontes e faziam o jogo da corporação. O repórter usava revólver na cintura e tal, tinha trejeito de polícia, linguajar, e escrevia como um policial. Isso existia. E existia a Folha da Manhã, que teve um viés de esquerda: nós contra a polícia. E nós na Folha da Tarde tentávamos ficar no meio termo. Até porque tínhamos o Antoninho. Era em nome do jornalismo. A gente acabava usando o jogo, os artifícios da polícia. Teve um tempo que eu fiz reportagem com o Juarez da Silva. E ele tinha trejeito da polícia. Muitas vezes, ele passava os dados para mim para eu levar as culpas. Mas, eu já era queimado com a polícia. Muitas vezes, a informação vinha dele, porque ele tinha acesso à informação.

Já sofreu pressão por parte da polícia, velada ou não? Ou por parte de algum envolvido?

Assim, eu nunca tive. Mas já tive medo. Houve uma grande reportagem que, modestamente, fiz. Por acaso, teve um policial que me contou que tinham matado um preso no xadrez da delegacia de furtos. E eu fui investigar e esse foi um caso rumoroso. Fui juntando as peças, era verdade, o cara foi levado para um tipo de um hospitalzinho que tinha perto de Torres, onde ele morreu, e descobriram que era ali que matavam os presos. Foi quase como um acidente, era um traficante que dava dinheiro para a polícia, e quiseram que ele aumentasse o valor. Estavam com uma madeira, quiseram dar nele nos ombros, e deram um golpe na cabeça. Era muito dolorido ver isso. E aí eu sofri porque foram expulsos vários policiais da corporação, foi fechando o cerco. Foi um caso que rendeu 10 expulsões, ou pelo menos processos.

Você sofreu ameaças?

Não, eu não sofri ameaças. Mas é que tu fica com medo, pois sabe que, de certa forma, criou problemas. Naquela época eu andava na noite. A gente fica com medo. Mas medo mesmo foi uma vez que um rapaz matou um procurador de Justiça ali perto da Faculdade de Medicina da UFRGS. Era um caso, a princípio, meio estranho. Ele chegou na Polícia com uma jaqueta e o fotógrafo bateu a foto dele. E depois ele foi apresentado para nós com a jaqueta cortada. A versão oficial foi de que o procurador tinha atacado ele com uma navalha e o rapaz tinha atirado nele. Mas, a gente achou estranho um procurador de Justiça estar com uma navalha. E só quando foi revelada a foto no jornal nós vimos a jaqueta. Aí publicamos as duas jaquetas na folha, e nem colocamos a explicação. Explicação iria ter no dia seguinte. E o delegado foi para a rua. Uma vez, pouco tempo depois, o encontrei num restaurante e fiz que não o vi e ele fez que não me viu.

E você chegou a sentir mais medo dos criminosos ou da polícia?

Olha, por incrível que pareça, mesmo na época da Ditadura a imprensa era respeitada pela Polícia. Não era pelo Exército, mas nós cobríamos a Polícia. Até o delegado Newton Müller (ex-chefe da Polícia Civil), que era muito meu amigo, falava de nós e dos militares. No fundo, no fundo, nem a Brigada pressionava os jornais, ou era de tirar matéria, ainda mais na Zero Hora.

A corrupção nas polícias era grande assim na década de 1970 e 1980? E permanece no mesmo nível ou aumentou?

Eu não posso falar da polícia hoje porque estou fora. Mas, o que eu vejo é que naquela época tinha, claramente, duas facções na polícia. A que chamavam de a “facção do pau” e a “facção da corrupção”. Muitos policiais davam corretivo, muitas vezes, para que o cara confessasse, ou para forçá-lo a parar de roubar. Isso existia. Agora, existia também a da corrupção, muito voltada ao jogo do bicho, prostituição, tráfico, roubo de carro. Essa foi criando uma coisa paralela. Esses grupos se toleravam e todo mundo sabia exatamente diferenciá-los.

Você acha que a reportagem, como um todo, hoje é feita por repórteres preguiçosos? Aquilo que deveria facilitar, como internet, Google e tal, acabou prendendo a bunda dos repórteres na cadeira?

São essas coisas que a própria imprensa sugestiona para que aconteça. E os repórteres se adaptam. Antigamente, às 14h, saia da Caldas Júnior não sei quantas Kombis lotadas, com repórteres das editorias. E a editoria de polícia tinha uma kombi quase só para ela. O repórter na época saia para entrevistar. Porque uma coisa é entrevistar uma pessoa e ver o gesto e ver as dúvidas, ao vivo. A outra é, pior ainda, pela internet, por e-mail, telefone. Responde por e-mail e pronto. Isso barateou e o repórter foi ficando mais na redação.

Mas isso também não diminuiu a importância da imprensa e a capacidade de atrair o público em si? Isso não está um pouco na gênese da crise que os veículos de comunicação enfrentam?

Não é uma regra. Eu não gosto da Folha de S. Paulo porque eu não gosto do texto da Folha. Quase não leio, mas leio o Estadão. E gosto do Estadão. Então, tu vês uma matéria no Estadão assinada por três repórteres. Eles têm um correspondente em Paris, que foi meu aluno, escrevendo diariamente. Isso sai caro.

Os jornais, especialmente, mais do que o rádio, a televisão e a revista, passam por uma crise, pois hoje não podem mais dar o fatual. Amanhã de manhã, o fato já é velho, a internet já deu. A matéria mais elaborada, analítica, com mais informação, não seria o caminho para o jornal?

Mas, é tudo isso num espaço mais reduzido. Aquela matéria que nós fazíamos em cinco laudas, essa não tem mais como fazer. Aquela matéria de cinco laudas tu vai ter que fazer em 40 linhas.

Todo mundo cita o exemplo do The New York Times como jornal que se reinventou, mas ele continua desse mesmo jeitão.

São pequenas mudanças que ele vem fazendo, mas é uma diagramação graciosa. Por exemplo, o título é corpo 36 no máximo. Ele é um jornal que não grita. É uma concepção de jornal. E aquilo é o The New York Times.

Mas aí é que tá: antigamente, por exemplo, o Papa só morreu quando saiu no Correio do Povo. Como os jornais perderam essa credibilidade?

Restringiu. Naquela época, por exemplo, o Breno Caldas tinha um orgulho de ter um dos cinco maiores jornais do país. Hoje, o país tem dois jornais: o Estadão e a Folha. Há 20 anos, quando veio a internet, dizia-se que ia acabar com o jornalismo. Depois, não, vai continuar só o jornalismo de qualidade. E hoje o fenômeno que se tem é o do jornalismo de qualidade, esse do Estadão e da Folha. E tem um jornalismo popular, que não estava previsto no Brasil, pois é não sensacionalista, um jornalismo que presta serviço. Isso é um fenômeno. Já nas revistas, as com maior tiragem do País não são Veja e Isto É, são as de fofoca de televisão.

Em meio a onda das fake news, será que a gente tem capacidade de saber o que não é verdade e valorizar o que é verdade?

Hoje, tu acreditas em alguns sites. Isso é um desiderato do Jornalismo, que vem junto da educação e tal, que tem que ser feito. A concepção do Diário Gaúcho, por exemplo, foi errada desde o início. Ah, tem que fazer um jornal que as pessoas que não leem consigam ler. Esse é o primeiro ponto, é preciso se aproximar das pessoas, mas, ao se aproximar delas, tem que fazê-las crescer. É o caso da educação. Então, eu sempre sacaneio eles porque, na verdade, a receita de peixe na Semana Santa começava assim: lave as mãos. Isso é de uma crueldade monstra. É preconceituoso, um absurdo.

O jornalismo tem futuro? Ou virá outra coisa parecida com o jornalismo?

Eu acredito que o jornalismo tem futuro. Alguém tem que fazer a mediação entre a emissão e o receptor. Esse é um ponto. Alguém tem que dizer se aquilo pode ser verdade ou não, contextualizar, fazer uma leitura daquilo e isso vale para o jornalismo e para as relações públicas. As redes sociais obrigaram as empresas a responderem imediatamente. Isso é um mercado. Eu sempre dei aula também para relações públicas. Eu estava fazendo uma revista e com o desenvolvimento a gente fazia uma versão eletrônica e uma impressa. Uma das melhores cadeiras, porque fazia duas mídias em uma mesma aula. Nem o Jornalismo tinha. Eu gostava muito. E a gente tinha uma dificuldade de fazer os alunos escreverem. Eles diziam que isso era coisa de jornalista, quem tem que escrever é jornalista. E isso mudou. Foi mudando pelas mídias sociais. Eles começaram a pegar estágio para atender mídias sociais, em que tinham que escrever. Então, mudou a preocupação em aprender a escrever. Eu sou muito fissurado no jornalismo, dou uma dimensão imensa para ele, mas eu acho que só nós sabemos contar as coisas de uma maneira atraente e rápida. Aí, entra tudo o que a gente discutiu: o texto tem que ter 20, 30 ou 40 linhas? E tu vai tentar escrever da maneira mais atraente possível. O lead não é algo antigo para sacanear. É para abrir a matéria com o mais importante, para prender o leitor na primeira frase. Depois, para manter o leitor, é preciso outra coisa. Por exemplo, hoje, os cadernos de cultura dos jornais de Porto Alegre não são feitos por jornalistas, e os textos são cansativos, enfadonhos. O jornalista é quem sabe fazer. Tinha a revista Bravo!, que terminou. Eu começava a ler uma matéria da Bravo! e via, “essa é feita por jornalista”, “essa não é feita por jornalista”, porque nós sabemos contar as coisas.

Você percebeu alguma mudança no perfil dos alunos no entendimento do que é o jornalismo, no interesse pela atividade e na disposição em se qualificar para ela?

Desde que eu fiz a faculdade até agora, que eu deixei de lecionar, as aulas sempre foram assim: tem um grupo de destaque e um outro grupo que não quer nada com nada. Sempre foi assim. Claro que na minha época tudo era mais direcionado para o jornal impresso, depois começou a crescer muito o rádio, hoje é a televisão (que antes era pouco), mas tem grupos que queriam fazer jornalismo e muitos abandonaram o jornalismo, pelo mercado e pelos baixos salários. Tem uma ex-aluna minha que é talentosíssima, ela é uma microempresária hoje, não tem como trabalhar em jornal.

Mas o conteúdo não era mais denso do que hoje?

O que eu sempre observei é que em todas as aulas um grupinho me procurava para ter mais informação. Um grupinho, dois, três, quatro. Sempre foi assim. E, agora, eu vejo também o pessoal sentado, no bar, no saguão, lendo livros, e não são livros obrigatórios. A maioria não lê, mas tem quem lê. Em todas as turmas saem futuros profissionais diferenciados. Gente acostumada a ler, que leu a vida toda.

Uma coisa que percebo é que hoje, por exemplo, um publisher há 25 anos, como eu, jamais vai dar aula em universidade porque não é mestre, nem doutor. Essa reserva de mercado que se criou na academia me parece que afastou um pouco a academia da realidade do dia a dia. Hoje tem gente que tem como profissão estudar. Se formou em jornalismo, já entra no mestrado, no doutorado e depois vai dar aula, sem nunca ter entrado em uma redação.

Esse relato é uma realidade absurda e que não tinha antigamente. Quem se destacava no mercado a faculdade fazia questão de levar para dar aula. Esses que se formam, que fazem toda uma carreira acadêmica, procuram escrever, na maioria das vezes – vão ficar bravos comigo –  de uma maneira ininteligível. E é tudo uma colagem. As teses são todas colagens. Não têm nada original. E a primeira coisa que eles fazem quando vão dar aula é fazer a crítica da mídia: a mídia não presta, mídia isso, mídia aquilo. Vão lá defender essa comunicação comunitária. E eu gozava, eu brincava, eu quero escrever para milhões de pessoas, porque aí tem um troço político e tal, não, é uma atividade macropolítica a da imprensa, mas não é uma atividade política, um partido político ideológico. É muito mais que isso.

Recomendados