21/10/2017

Galeria

Publicidade durante a Segunda Guerra Mundial

Na época da Segunda Guerra Mundial, em meio ao afundamento de navios civis brasileiros, à declaração de guerra do Brasil contra a Alemanha e Itália, aos preparativos para a defesa, os blackouts, à ida da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e do 1º Grupo de Caça para lutar na Itália, muitos foram os jornais e revistas que ficaram repletos de propagandas que evocavam vários aspectos bélicos daqueles dias sombrios.

O cenário da propaganda brasileira, na época da guerra, era formado por agências norte-americanas grandes e importantes, que vinham para o país e se estruturavam em agências pequenas porque o mercado nacional não comportava um aparato muito grande. Sua presença aqui era solicitada pelos clientes internacionais localizados no Brasil, que tinham necessidade de uma propaganda profissional.

No início da guerra, poucos anunciantes brasileiros preocuparam-se com o evento a ponto de inserir em suas mensagens comerciais referências a ele. A partir de 1942, com a declaração de beligerância do Brasil contra as potências do Eixo, é que realmente o assunto passou a ocupar de modo marcante a mente das pessoas, especialmente após a formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Em geral, prevalecia as mensagens institucionais das empresas que gostavam de mencionar suas contribuições à guerra e afirmavam que, após o período de batalhas, as linhas de produção voltariam ao normal e os clientes, em breve, os encontrariam novamente à venda. Esses foram os casos da Higgins, produtora de lanchas; a Northrop Aircraft, a Boeing e a Jacobs, produtoras de aviões e motores; a Ford Motor Company produtora de motores para aviões e veículos; a Studebaker, produtora de veículos domésticos e caminhões; a Esso Standard Oil Company of Brazil e Texaco, distribuidoras e beneficiadoras de petróleo e seus derivados.

Entre 1943 a 1944, as palavras tornam-se ríspidas. Termos fortes que, hoje, seriam polêmicos, eram utilizados com naturalidade principalmente nos anúncios de aviões bombardeiros; eram mencionados com clareza os termos “total destruição dos inimigos” e “uma excelente arma mortífera”, referindo-se em destruir completamente os países do Eixo.

Ao final de 1944 os anunciantes começam a transmitir na publicidade todo o cansaço e descontentamento da sociedade. Como exemplo, num anúncio a Kodak mostra um soldado machucado, recebendo uma correspondência das mãos de uma enfermeira com os dizeres: “Vital para os que têm lutado pela Liberdade”. Em 1945 é certo o final da guerra e os anúncios começam a falar do pós-guerra assim como refletem as esperanças do que farão quando tudo acabar. Na maioria dos anúncios é possível perceber um enorme otimismo, lembrando que tudo relacionado à produção e entrega das mercadorias voltaria ao normal após a “Vitória” que serie em breve.

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