20/08/2017

Opinião

Mario Rocha: Veríssimos na ARI

O primeiro de julho de 2017 resvalou e caiu em um sábado. Às 8h30min da manhã eu madrugava no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa. Ele encarapita-se no 8º andar do Edifício Alberto André,  número 915 da Avenida Borges de Medeiros, Centro Antigo de Porto Alegre – a inscrição na fachada do térreo atesta que é a Casa do Jornalista. Este primeiro parágrafo é totalmente irrelevante para você, leitor ou leitora. Inclusive a frase final, e eu sei disso.

Mas preciso contar que lá ouvi uma médica falar sobre a importância do Teste do Olhinho. Detecta problemas de visão em recém-nascidos que possam levar à cegueira. Mencionou o Instituto VER e lembrou Hesíodo Andrade, bom amigo já falecido que era o Andrade da agência de publicidade Martins & Andrade. Só por isto já teria valido a pena atender ao convite do João Firme de Oliveira, transmitido aos conselheiros e demais associados pelo presidente do Conselho Deliberativo da ARI, Batista Filho. O pequeno grande guerreiro João Firme é um batalhador incansável por tal ação de incontestável mérito que busca ser lei federal.

Creio que o relato emocionou também a dois ex-governadores, Jair Soares e Pedro Simon, ao ex-prefeito José Fortunatti, ao ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, entre muitas pessoas mais que foram receber diplomas conferidos pela ALAP – Associação Latino-americana de Publicidade.  Depois, confraternização no Bar Social com suco de uva natural e outros produtos orgânicos levados por pessoal de assentamento do MST via intermediação do colega Wálmaro Paz. Excelentes, por sinal. Realidade multifacetada…

Ah! Não posso esquecer, pois aí o título mais acima perderia todo o sentido. Também estavam lá dois Verissimos: o pai, Erico, na eterna memória de primeiro presidente da ARI, uma jovem anciã que completará 82 anos em 19 de dezembro; o filho, Luis Fernando, outro dos homenageados, cada vez mais vivo, lúcido, perspicaz, coerente e que outros adjetivos quiserem acrescentar a seu talento para ir da amenidade profunda à crítica arrasante. Creio que faz bem ao filho ver a obra do pai persistir no tempo.

A ARI tem Luiz Adolfo Lino de Souza, professor da FAMECOS-PUC, como novo presidente da Diretoria Executiva. É o terceiro com vivência acadêmica: Alberto André e Antônio Firmo de Oliveira Gonzalez foram professores e diretores daquele curso. Ciro Machado e Cristiane Finger (também professora na Famecos) são vice-presidentes e completam o triunvirato. Na primeira reunião de Diretoria estavam mais de duas dezenas de colegas, cabendo registrar que todo o trabalho é voluntário. Enfim, há fortes indicativos de uma gestão participativa, integradora e assentada sobre as bases éticas sólidas, patrimônio maior da Associação.

Haverá, atrevo-me a antecipar, continuidade de gestão identificada com a missão da ARI, mas aliada a aportes de renovação administrativa. Imprescindíveis, ambas. Não porque as tecnologias mudaram e, com elas, teriam mudado as expectativas da sociedade quanto à produção e consumo de informação qualificada. O que realmente mudou é o surgimento de opções, mais do que isso, a multiplicação desenfreada de opções com larguíssimo espectro no quesito confiabilidade.

Leitores, telespectadores e radiouvintes, hoje somados aos digitalizados na internet e compondo o que passou a ser denominado genericamente de audiência, sempre quiseram jornalismo de qualidade. Ele precisa ocupar seu lugar ao sol sem permitir que lhe façam sombra. A ARI, aqui no Rio Grande do Sul, tem compromissos com neste desafio. Com a sociedade, com os jornalistas, com os estudantes de jornalismo…

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