17/01/2018

Opinião

Julio Ribeiro: Sonho compartilhado

Há alguns meses, eu sonhei que estava chegando na festa do Prêmio Press sem ter participado de nada, cheguei como de uma viagem longa e fui surpreendido com tudo o que foi apresentado. Uma festa muito bonita, criativa, com atores, bailarinos…um espetáculo.

E mais, o tema da festa que eu sonhei tinha a ver com o poder das palavras.

Acordei no meio da noite, com o sonho todo vivo na minha mente e fiquei um tempão pensando sobre ele. Já pela manhã, marquei uma conversa com a Nelci e cheguei avisando: “Já tenho o tema pro Prêmio Press deste ano..”

Entre o sonho e a realidade se passaram uns cinco meses, e, neste tempo, compartilhei a ideia com várias pessoas, entre elas a Marley Danckwardt, contratada para dirigir o espetáculo. A Marley viajou, maravilhosamente, na ideia e a enriqueceu com inúmeros detalhes, pensando até num pré-roteiro pro filme de abertura da festa e como ele iria dialogar com bailarinos e atores.

A temática do “Poder da Palavra” foi crescendo, transposta para anúncios pela criação da Integrada Comunicação e acabou desembocando na mesa do Claudio Catota, um querido amigo, parceiro de muitos anos. Ele abraçou a ideia — com a parceria da Mocita Fagundes e sua Mythago Produções — e realizou um filme emocionante, grandiloquente, que deu à abertura da cerimônia de premiação do Prêmio Press um tom magistral. (Aproveite a entrevista que o Cláudio Catota dá para esta edição da revista Advertising, está imperdível!)

Cheguei ao Teatro Dante Barone, na noite de 27 de novembro, sem ter acompanhado os ensaios, queria me surpreender, tal como no sonho. E, me surpreendi. Arrepiei, chorei e, por fim, ri bastante.

Quem foi à festa se emocionou. O “Poder da Palavra” foi mostrado na tela, no palco,  em discursos antológicos, ressuscitados por atores convidados, e nas manifestações de cada colega jornalista, homenageado e premiado na noite memorável do “Oscar da Imprensa Gaúcha”.

Disso tudo fica aquela velha e surrada frase, transformada em lição de vida: os sonhos só são grandiosos, quando compartilhados. Sem dividir e contar com outras pessoas, nossas melhores ideias ficam apenas na esfera onírica, não produzem qualquer efeito prático, não ajudam a transformar nada à nossa volta.

Eu ainda não sei qual vai ser o tema do Prêmio Press 2018. Espero acordar numa noite qualquer, até julho, e ser “iluminado” por uma ideia. Mas, ela poderá vir, também, de qualquer um dos parceiros que fomos amealhando ao longo dessa trajetória de 21 anos da revista e 18 do Prêmio Press. Vou adorar que seja assim. Com certeza, teremos uma outra grande noite de celebração da imprensa gaúcha. Será dia 12 de novembro, anote aí na sua agenda. Venha se emocionar com a gente!

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