21/04/2018

Opinião

Alberto Meneghetti: E salve o Lorem Ipsum!

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Começo este artigo homenageando um impressor desconhecido do século XVI, que pegou uma bandeja de tipos e os embaralhou para fazer um livro de modelos de tipos, tendo criado o famoso Lorem Ipsum, esta simulação de texto da indústria tipográfica e de impressos, e vem sendo utilizado há cinco séculos, resistindo bravamente ao nosso mundo totalmente digitalizado, permanecendo essencialmente inalterado.

Quando iniciei na propaganda, na MPM – e isto faz muuuito tempo – decalques contendo passagens de Lorem Ipsum eram usados pelos diretores de arte e lá ia eu aprovar os anúncios do J.H.Santos, carregando layouts com marcações de preços e descrições dos produtos.

O interessante é que até hoje este texto “fake” é utilizado para marcações de peças publicitárias e já existem várias ferramentas online de gerar texto aleatório do tradicional Lorem Ipsum, com opção de gerar em HTML ou texto puro e algumas outras opções. Para Mac, o appLittleIpsum é uma das melhores escolhas.

Entrevista com o mestre Pyr

Gosto demais de ler o que escreve Pyr Marcondes, jornalista, profissional de marketing, consultor e diretor geral do ProXXIma, plataforma multimídia do Grupo Meio&Mensagem. Pyr é uma das vozes mais lúcidas do nosso mercado, super antenado para o que acontece por aí. Conversei com ele dias atrás, sobre

uma(e inédita) entrevista que Pyr fez, anos atrás, com outro mestre da publicidade, o incensado Washington Olivetto.Segue aqui, para os leitores da Advertising:

1)  Pyr, dias atrás publicaste um texto inédito, escrito há 21 anos, no qual falas do dia que mudou a cara da propaganda brasileira, focando na saída do Olivetto da DPZ. Em entrevista recente para a M&M, ele comenta que a nova geração de criativos, que está chegando agora, passará pela sensação de que chegou numa festa tarde demais, com os copos vazios, cinzeiros sujos e onde as moças bonitas foram embora. Compartilhas com esta desilusão completa com o atual cenário da propaganda brasileira?

Não compartilho com cenários desiludidos de nada. Acho que tudo está em transformação e que cada player vai encontrar o seu novo lugar no tabuleiro. Pode ser, sim, que alguns fiquem pelo caminho. Seleção natural da espécie. Mas entendo o momento que vivemos como um dos mais ricos em novas possibilidades de toda a história da propaganda no Brasil. Só que as empresas vão ter que sair da sua zona de conforto e abandonar muitos dos seus modelos tradicionais para caminharem para um novo patamar de negócios.

2) Existem agências digitais que estão virando agências 360 para não morrerem e tem as agências 360 que estão incorporando capabilities digitais para pegarem a parte online que era território daquelas. Sem falar nas consultorias entrantes nesta briga, contratando criativos e se fazendo de resolvedoras gerais. Qual delas tem mais chance junto aos anunciantes, na tua opinião?

Cada segmento tem suas seduções e suas fraquezas. Depende da necessidade, do momento e do porte do anunciante. Esses movimentos que você descreve indicam uma reacomodação de todos os setores para uma nova fase evolutiva da nossa indústria. Cada segmento vai aprender mais e mais sobre o segmento do outro. Acredito que as empresas vencedoras serão as que souberem escolher as capabilidades mais em linha com as demandas reais dos anunciantes. E elas são hoje cada vez mais diversas e diversificadas. Por isso todo mundo quer agora se propor a fazer tudo. Ninguém vai conseguir. Mas as que conseguirem o melhor mix e entregarem de fato melhor resultado de negócios (bottomline) aos anunciantes, certamente vencerão.

 3)  SXSW ou Cannes Lions este ano?

SXSW

Dica de série na Netflix:

Fargo: Meu parâmetro de qualidade de séries que exploram o humor negro e drama, na mesma proporção, é a inesquecível serie “BreakingBad”. Depois dela, fico à cata de séries que tenham a mesma pegada. E acabei de assistir a uma outra ótima, Fargo, que finalmente chega ao Brasil, depois de 3 anos no ar, nos EUA. A série é uma adaptação do filme clássico dos irmãos Cohen de 1996, e uma antologia que acompanha investigações de assassinatos e crimes ambientados em uma cidade do interior dos Estados Unidos. Imperdível. Cada uma das temporadas tem um personagem emblemático e, na minha opinião, destaque total para o protagonista da primeira temporada, o assassino em série LorneMalvo, vivido por um impagável Billy Bob Thornton. Fica a dica.

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