11/12/2017

Galeria

The New Yorker optou pelo grafismo minimalista. Tornou-se um clássico.

O 11 de Setembro é tão emblemático que se tornou um dos poucos acontecimentos globais a serem conhecidos apenas pela data, assim como um americano se refere apenas ao 4 de Julho ao falar de sua data nacional, os brasileiros invocam o 7 de Setembro e, os franceses, o 14 de Julho. O ataque às torres gêmeas do World Trade Center – e nem precisaríamos ter citado o fato para você saber do que estamos falando – representou um ponto de inflexão na história do mundo, ou, ao menos, do mundo civilizado. Sobretudo pelo fato de o terror haver perpretado seu ato mais bárbaro e chamativo não em uma cidade tipicamente americana, algum lugarejo no interior do Texas, do Arizona ou do Kansas, mas na cidade que a todos acolhe, todos amam e é reconhecida como capital informal do mundo – ou, ao menos, do mundo civilizado. O planeta inteiro checou-se e chorou, à exceção dos radicais, rebeldes tardios e bestas quadradas de sempre.

As imagens dos ataques de 11 de Setembro – que incluíram o Pentágono, em Washington, e um quarto avião derrubado pelos passageiros antes de atingir o alvo, provavelmente a Casa Branca – eram tão impactantes que qualquer uma delas que fosse escolhida para estampar a capa de uma publicação seria contudente o bastante. E, claro, o 11 de Setembro foi capa de todas as publicações do mundo. Em meio à enxurrada com alto teor de dramaticidade, a dificuldade dos editores de capa consistia em eleger uma que representasse o todo, em princípio a do avião se chocando contra a segunda torre do WTC, enquanto a outra torre já ardia em chamas. A segunda questão era como evitar publicar uma capa que fosse igual a centenas ou milhares de outras. Alguns optaram pela cena mais trágica, outros buscaram soluções diferentes. A revista The New Yorker, conhecida pela alta qualidae editorial e pela criatividade no desenho, em especial nas capas – são muitas as que integrarariam qualque antologia – optou pelo grafismo minimalista, mostrando apenas as silhuetas das torres e sem qualquer chamada. Tornou-se um clássico.

Recomendados