21/10/2017

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Steve Jobs, oito vezes capa da Time

Steve Jobs foi capa da revista Time em oito oportunidades, incluindo a da edição que lhe rendeu homenagem póstuma, de 17 de outubro de 2011 (ele morrera no dia 5 daquele mês, aos 56 anos). A primeira havia sido quase 30 anos antes, em 15 de fevereiro de 1982. O semblante sério e inquisidor de um jovem Jobs bigodudo ilustrou a capa cuja manchete enaltecia o ato de “ficar rico” e “os americanos que arriscam”. Jobs, da Apple Computadores, personificou o americano que arriscava e enriquecia. Nascido em São Francisco, na California, em 24 de fevereiro de 1955, Jobs, portanto, encontrava-se às vésperas de completar apenas 27 anos, mas já era um ícone da vocação empreendedora da qual os Estados Unicos tanto se orgulham.

Ainda no final dos anos 1970, Jobs, em parceria com Steve Wozniak, Mike Markkula e mais um punhado de colaboradores cujos nomes a história não celebrizou, desenvolvera e comercializara os computadores pessoais Apple II, dos primeiros PCs a fazer sucesso. Então, naquele início dos ’80, ele não apenas já trinfura no mundo dos negócios, como granjeara fama de gênio criativo da informática, ao vislumbrar de modo pioneiro o potencial da interface gráfica e do mouse, conceitos que levariam ao desenvolvimento do clássico Macintosh.

Rosto, voz e alma da Apple, Jobs esteve afastado por mais de uma década da companhia que fundara, depois de ter sido demitido pela diretoria. Naquele período, criou outra empresa, a Next, posteriormente comprada pela Apple, o que propiciou  seu retorno. Macintosh, iMac, iPode, iPhone, iPad e tantos outros produtos inovadores transformaram Jobs em uma lenda da era da tecnologia da informação. O mito ocupou a capa da Time ainda em 1997, 1999, 2002, 2005, 2007 e 2010, mas, ao lhe conceder a primeira, em fevereiro de 1982, a revista revelou clara percepção de seu tempo. Jobs ainda não era um símbolo gigantesco de concretização do tão falado “sonho americano”, mas estava destinado a ser, e a Time sabia disso.

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