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Magda Beatriz

 

Por: Julio Ribeiro e Marco Antonio Schuster
Fotos: Dani Barcelos/ Agência Preview

 

Magda Beatriz Alves Rodrigues ganhou o Prêmio Press de Apresentador Ano. Está no vídeo há 36 anos, trabalhou em várias emissoras, e a parceria de mais longa duração foi com Clóvis Duarte. E agora comanda na TV Pampa o programa criado por ele.

 

Sei que tu começaste quando era permitido trabalho infantil na televisão...

(risos). Mais ou menos, eu comecei com 17 anos, em 1977.  Eu era recepcionista  numa locadora de automóveis,  a Locarauto, meu primeiro emprego. Tinha muitos clientes famosos e um deles era o Nelson Cardoso, diretor da TV Difusora. Ele sempre me dizia, pelo telefone: “Um dia eu vou aí ver se o teu áudio combina com o teu vídeo, tua voz é muito bonita”. Um dia ele foi lá e disse para eu ir na TV fazer um teste. Eu, com 17 anos, achava que teste na TV era o “teste do sofá”, dizia “ahãn”, mas não ia. Primeira vez, segunda vez, terceira vez, eu tinha um namorado, que depois virou meu marido, pai da minha filha, ele disse “vai lá duma vez”. Fui. O Nelson Cardoso me deu um roteiro e mandou eu decorar. Nós estávamos conversando, eram dois bancos altos, ele disse “me dá o texto”. Comecei, enrolei, pensei “bah, não deu certo”.  Ele me disse “amanhã vem aqui às 5 horas e traz dois tipos de roupas diferentes para tu fazer o programa”. “Como assim? Eu errei tudo”. Ele disse “não, não, vem”.

 

Qual era o programa?

Show de Mulher. Era pelas 5h da tarde, a apresentadora era a Rejane Vieira, que foi Miss Brasil. Eu era apresentadora de interquadros, uma coisa que o Nelson inventou.

 

Tu fizeste um teste e no dia seguinte entraste no ar? Programa ao vivo?

Isso. Ao vivo. Eu tinha uma memória fantástica, às vezes acontecia alguma coisa fora eles passavam um papel por baixo da porta do estúdio, e eu passava os olhos e pá, falava. Parecia que eu tinha nascido para a televisão. Não fiquei nervosa, absolutamente nada. Eu lembro que eu tinha um problema, que provavelmente eu tenho hoje, que é não piscar. Lembro que os guris me ensinaram a piscar, eles diziam “tu pareces um peixe num aquário, tem que piscar”.

 

Quanto tempo ficaste na Difusora?

Uns oito anos. Uns meses depois que entrei, o famoso Chico Carlos (diretor ) me botou no telejornal do Portovisão. Era um noticiário independente do programa. Eu comecei a fazer o telejornal com Antônio Carlos Niderauer. À noite, a emissora tinha o programa Câmera 10, com Aírton Fagundes, Ana Amélia, Yeda Crusius. Quando fez um ano que eu estava no jornal do Portovisão e o Câmera 10 fazia um ano também, a Ieda Maria Vargas, que apresentava o Câmera 10, cobriu as minhas férias. E quando eu voltei, cobri as férias da Ieda. Quinze dias depois que eu tinha começado a fazer o Câmera 10, o Chico Carlos me tirou do Portovisão e me disse: “Tu vais ficar no Câmera 10”.

Entrevista na íntegra na revista Press Advertising.


 
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