“Redução no número de jornalistas mortos em 2019 é histórica”, afirma presidente da FENAERT

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O balanço anual publicado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) demonstra o ranking de jornalistas mortos ou detidos em todos os países do mundo. O mais recente, divulgado em dezembro, relata queda no número de profissionais assassinados, somando 49 contra 80 no ano anterior, sendo o menor número dos últimos 16 anos. Por outro lado, os dados sobre os profissionais presos arbitrariamente continuam em crescimento, com 389 jornalistas em detenção até o final de 2019.

Segundo o presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT), Guliver Leão, é fundamental reconhecer a importância do relatório e seus dados, visando sempre aprimorar e garantir meios seguros de informar a população. “O declínio no número de jornalistas assassinados é, sim, motivo de destaque, além disso, é fundamental lembrar que não temos nenhum brasileiro na lista de 2019”, completa Leão.

Contudo, demonstra preocupação com os relatos de prisões arbitrárias e defende que atacar o profissional de imprensa é ferir o direito da sociedade em conhecer os fatos e acontecimentos de seu ambiente, sendo o direito de informar um dos pilares da liberdade de informação.

O relatório compreende dados coletados entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2019 e é realizado desde 1995 pela RSF.