Jornais brasileiros derrubam paywall e adotam outras medidas sobre o coronavírus

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Diversos veículos de comunicação retiraram o paywall de
matérias que abordam o Covid-19, o coronavírus.

Jornais como a Folha de S.Paulo, O Estado de S.
Paulo, O Globo, O Povo, Diário do Nordeste, Nexo e a revista Exame, entre outros, adotaram a prática e passarão a manter esse tipo de conteúdo gratuito aos leitores.

Na Exame, a medida é válida para todo o conteúdo do site
exame.com, também disponível nas redes sociais da plataforma
em Twitter, Facebook, Linkedin, YouTube e Instagram. O Estadão,
além de abrir o conteúdo, criou uma editoria específica para temas relativos ao vírus, integrada por profissionais cedidos por outras áreas, além de estabelecer uma escala para trabalho em home office.

O Nexo também passou a enviar diariamente uma newsletter
sobre o novo coronavírus, com conteúdos selecionados produzidos pelo jornal que tratam da pandemia, seus impactos na
saúde pública, na economia e no cotidiano, além de uma curadoria de materiais publicados por outros veículos de comunicação a respeito do tema.

Em todos, as ações visam a trazer informações relevantes sobre o
assunto, incluindo os sintomas e as formas de prevenção, além de reduzir o número de notícias falsas e rumores, que cresceu exponencialmente com a chegada do vírus ao País, e depois que foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em nota, a Folha declarou que “as redes sociais estão desde o
início da crise do coronavírus repletas de informações falsas. O
jornalismo profissional é antídoto em tempos de fake news e a
Folha busca contribuir para que mais brasileiros tenham acesso a
notícias confiáveis”. O Estadão e O Globo criaram editorias específicas para cobrir o assunto.

A derrubada do paywall já havia sido adotada por jornais
internacionais, como o The New York Times nos Estados Unidos e
o The Globe and Mail no Canadá.

A ANJ publicou em seu site um extenso levantamento de medidas
adotadas por seus associados. O presidente da entidade, Marcelo
Rech, disse que, “nos momentos graves, comprova-se ainda mais o valor da informação responsável e precisa. Os jornais já ajudaram o Brasil a enfrentar e superar muitas crises, e o farão de novo neste momento”.

A Abraji traduziu um manual que Miraj Chowdhury, da Rede
Global de Jornalismo Investigativo (GIJN, em inglês) produziu
com dicas e conselhos para uma cobertura ética do Covid-19,
além de informações para manter os jornalistas em segurança

Texto: Jornalistas&Cia