Centro de Memória Bunge resgata história da Televisão

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Campanha de TV Margarina Delícia (Acervo Centro de Memória Bunge)

Com o objetivo de promover o intercâmbio mundial de programas sobre paz, segurança, desenvolvimento econômico e questões sociais e culturais, a Assembleia Geral das Nações unidas declarou, em 1996, 21 de novembro como o Dia Mundial da Televisão. Apesar de atualmente o acesso ser mais democrático e um dos principais meios de comunicação presente na vida dos brasileiros, a televisão teve um início com abrangência bastante limitada.

O surgimento do rádio, do telefone e da eletricidade despertou a vontade de cientistas e curiosos de fazer uma máquina capaz de transmitir imagens através de ondas sonoras. Oficialmente, a primeira demonstração do aparelho ocorreu em 1926, quando o escocês John Logie Baird apresentou a televisão mecânica aos cientistas da Academia Britânica. No ano seguinte, o americano Philo Taylor Farnsworth fez uma demonstração de artefato que transmitia imagens por meio de raios catódicos. E as primeiras transmissões televisivas vieram ainda na década de 1920.

No Brasil, só em 1950 houve acesso a um sinal aberto de TV, após a inauguração da TV Tupi pelo jornalista Assis Chateaubriand, mais especificamente com o programa chamado TV na TABA. Trazer esse meio de comunicação ao Brasil se deu após a visita do empresário aos escritórios da Radio Corporation of America (RCA Victor), em Nova York, quando teve pela primeira vez contato com estúdios de TV.

Porém, a viabilidade financeira que permitiu a execução dos planos de Chateaubriand teve como responsável as empresas que, na época, patrocinaram o empreendimento com um ano de publicidade pago adiantado. Entre elas estava a Moinho Santista. Os aportes feitos pelas corporações também ajudaram a importar 300 televisores para que o público pudesse acompanhar as transmissões e a televisão ganhasse aderência nacional.

De carona com as transmissões, as campanhas televisivas ganham força até hoje. Comerciais como o da Margarina Delícia receberam atualizações no seu formato e modo de comunicar o produto. Demais campanhas como Popeye e Hulk eram sucesso e faziam propaganda para o jeans “Legítimo Índigo Blue”.

Próximo sábado, 21 de novembro, é comemorado o Dia Mundial da televisão e acervo relembra a chegada dos primeiros aparelhos no Brasil

Considerado, na época, um artigo de luxo, o meio de comunicação passaria a ser o principal do século XX. De um início marcado pela falta de nitidez, imagens em preto e branco e programas realizados sempre ao vivo, por conta da falta de estrutura, a televisão ganhou novas emissoras, reconhecidas até hoje como: a TV Manchete, TV Globo, TV Record e SBT. Ao mesmo tempo, a cultura dos telejornais e, especialmente, das telenovelas caíram no gosto popular. Programas como Vila Sésamo, O Sítio do Pica Pau Amarelo, Repórter Esso, entre muitos outros, estão até hoje na memória dos telespectadores brasileiros.

Em 2007, uma reviravolta transformou o meio de comunicação quando, em 2 de dezembro, foi lançada a TV Digital. Com ganhos de áudio, melhorias em vídeos, oportunidades de interação, além da mobilidade e acesso à internet, a televisão passou a ter inúmeras possibilidades entregues à população ao longo das décadas. O telespectador passou então a ser muito mais ativo ao utilizar este meio, principalmente com o lançamento das plataformas de streams de vídeos.

A história da TV, bem como documentos textuais, iconográficos, tridimensionais e audiovisuais que recontam a memória empresarial do País, pode ser encontrada no acervo do Centro de Memória Bunge, disponível para visitação, mediante agendamento, após o fim do isolamento social.
Fonte: Fundação Bunge/CDN Comunicação