Um ano que ninguém imaginou!

COMPARTILHAR

Em 2020, todos os nossos planos, projetos, expectativas, todos os business planning, projeções e cenários foram para o espaço. Todos os manuais de autoajuda, todas as “lições de vida”, todas as nossas certezas pouco nos serviram.

Ninguém, ninguém mesmo, previu, anteviu, projetou, imaginou um ano como o de 2020. Nenhum analista de tendência, nenhum economista, nenhum vidente, nenhum pai-de-santo, nenhum profeta.

Ah, agora aparecem aquelas premonições ao estilo “Simpsons”, mas de verdade, ninguém iniciou o ano passado, sequer suspeitando que algo como a pandemia do Covid pudesse acontecer.

Isso abre espaço para uma série de elucubrações, digressões e análises sobre o que acometeu o mundo, em 2020. Entre elas, por exemplo:

– O quanto nossos sistemas de proteção sanitária são frágeis, passíveis de invasão e insuficientes para conter um simples vírus;

– O quanto o mundo é uma pequena aldeia, com tantas conexões que, rapidamente, um vírus surgido no interior da China chega aos rincões mais distantes do planeta;

– Como existem tiranos, espalhados pelos “quatro cantos” do mundo, só esperando uma oportunidade para exercitar seu autoritarismo e suas tiranias;

– Como as pessoas em geral, independente de nacionalidade, religião e cultura, estão prontas e sujeitas a obedecer aos tiranos de plantão, achando que estes vão cuidar delas;

– Como o medo ainda funciona como elemento de dominação;

– Quanta bobagem se diz em nome da “Ciência”;

– Na Era da Comunicação, somos tão falhos em comunicar quanto no tempo das cavernas. Há excesso de informação e escassez de comunicação.

Eu poderia escrever várias páginas com observações sobre o que a pandemia nos revelou no ano que passou. Encerro, no entanto, com uma que publiquei lá em abril de 2020, quando recém estávamos começando essa epopéia:

“Muita gente está achando que vamos sair melhores do outro lado dessa travessia, que a humanidade vai evoluir depois que tudo isso passar. Eu discordo. Quem era uma boa pessoa antes do vírus, vai continuar sendo uma boa pessoa, e, talvez, saia ainda melhor. Quem não prestava antes, muito provavelmente, vai sair pior ainda lá do outro lado”.

E você, como está se saindo?

Julio Ribeiro é jornalista e publisher da Athos Editora
julio@revistapress.com.br