Mudando na crise

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Em abril, completamos 23 anos desde o lançamento da primeira edição da revista ADVERTISING, fonte inicial de dezenas de outros projetos editoriais que lançamos nessas duas décadas e pouco.

Estamos comemorando agora, nesta edição, por conta da pandemia causada pelo vírus chinês, que mudou completamente os planos de todos nós, subverteu nossas agendas e cronogramas.

2020, poderá ser conhecido no futuro, como o ano em que deixamos de fazer contato, voltamos para dentro de casa, enfrentamos nossos medos mais atávicos e nos isolamos do mundo e terceirizamos ainda mais nossas relações para as plataformas digitais.

Embora, eu seja um humanista e um otimista incorrigível e, ainda, acredite que a vida, mais uma vez, superará todas as dificuldades e ressurgirá gloriosa logo aí adiante, mesmo assim, preciso reconhecer que muita coisa vai mudar daqui pra frente.

Não que eu seja Poliana a ponto de achar que as pessoas vão mudar para melhor, que a humanidade, finalmente, vai encontrar um novo eixo, mais humano, para as suas relações pessoais, institucionais e geopolíticas. Não, creio que, neste sentido, pouca coisa ou nada vai mudar. Quem era gente boa, empático, generoso, altruísta antes da pandemia, vai continuar sendo. Talvez, até um pouco mais. Mas, quem era egoísta, antipático, canalha, vai continuar sendo. Talvez, até um pouco mais (basta ver os desvios de verbas públicas destinadas à Saúde, registradas em todos os cantos desse Brasilzão).

O que deve mudar, drástica e rapidamente, são as nossas relações e modos de consumo. E se isso muda, mudam na mesma proporção os modos de produção, distribuição e oferta de produtos e serviços por parte do mundo empresarial.

Vamos ser menos presenciais e mais online. Isso é evidente, e as empresas, de todos os segmentos, precisarão entender isso e se adaptar a essa nova realidade. Simples assim.

A quebradeira nos negócios vai ser algo devastador neste e no próximo ano. Ainda não sentimos completamente o tamanho dessa débâcle porque ainda estamos na quarentena (centena?) e ainda sob os efeitos dos R$ 50 bilhões mensais despejados no mercado pelo governo federal a título de ajuda emergencial.

Quando essa ajuda parar e quando for autorizada, finalmente, a reabertura de toda a atividade econômica e pudermos fazer a operação rescaldo é que poderemos contabilizar o tamanho do rombo e do desafio que teremos pela frente, nos próximos anos. Não será pequeno, porque somam-se aos prejuízos e evidentes e irrecuperáveis de grande parte das empresas (de todos os segmentos e tamanhos), a necessidade de se readaptarem às novas condições de mercado, ao novo consumidor, e à diminuição dramática do dinheiro circulante.

Em meio a tudo isso, nossa editora, que é antes de mais nada uma produtora de conteúdo, está se reinventando, criando novos produtos impressos no estilo pop-up (edições de oportunidade) e investindo nas plataformas digitais, com programas segmentados de rádio e televisão via internet. Se você ainda não conhece a Rádio Press, entra lá no nosso canal, se inscreva, e assista nossa programação: Youtube.com/radiopress

Ainda tem muita poeira no ar, não temos condições de ver com clareza o horizonte à nossa frente. Mas, uma coisa temos como certeza, vamos continuar produzindo conteúdo, o melhor e mais relevante possível, para as pessoas em qualquer tempo. Seja distribuído pela mídia que for. É o que sabemos fazer, é o que fizemos nesses 23 anos passados, e nos dispomos a fazer pelos próximos 23 anos. Continuem com a gente!

Julio Ribeiro é jornalista
e publisher da Athos Editora
julio@revistapress.com.br