Programa ATeG inicia atividades no Rio Grande do Sul

COMPARTILHAR

A primeira visita de diagnóstico do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no Rio Grande do Sul ocorreu em Camaquã. O projeto, liderado pela Senar-RS, pretende atender 10 mil produtores rurais até o fim do ano, totalizando 120 mil visitas técnicas realizadas por 400 profissionais habilitados em quatro cadeias do agronegócio: bovinocultura de corte e de leite, ovinocultura e agricultura (grãos).

As atividades ocorreram na propriedade da família Bartz. Os irmãos Celso e Rosane Bartz, que administram a Granja Cariola, receberam as primeiras orientações para melhorar a gestão da fazenda, que abriga uma criação de 750 animais de corte.

De acordo com o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, o programa reflete a evolução da agricultura brasileira, que atingiu excelência em termos de produtividade e agora busca aumentar a eficiência da gestão. “Nós aprendemos muito nestes anos e estamos chegando no cume da produção de quase tudo o que fazemos. Mas temos um pecado grave, tanto é que os endividamentos são recorrentes. Com esse programa, temos a oportunidade de levar aos nossos produtores rurais o conhecimento de como ele pode ser economicamente eficiente”, explica Gedeão.

Para o presidente da Farsul, “produzir por hectare nós sabemos, e muito bem, mas precisamos saber os números daquilo que é efetivo para que o produtor possa colocar lucro no bolso, pois atividade econômica sem lucro está fadada ao fracasso”.

A ATeG segue uma metodologia nacional que é adaptada às particularidades de cada região. Segundo o diretor geral do Senar, Daniel Carrara, após um período de testes e ajustes que começou no Centro-Oeste brasileiro, o programa começa a ganhar tração: “Fizemos adequação dos indicadores, aumentamos o número de cadeias que esse programa poderia atender e melhoramos a capacitação dos técnicos de campo. Agora, a ideia é dar escala a esse programa no Brasil todo”, afirma Carrara.

Eduardo Condorelli
Superintendente do SENAR RS

Durante a visita de diagnóstico, técnicos habilitados pelo Senar conversam com os produtores para entender o perfil da propriedade, apresentar ferramentas de gestão e o caderno do produtor, caderneta em que devem ser registrados diversos dados que podem ser analisados para melhorar a eficiência e reduzir os custos de produção. O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, ressaltou o empenho de toda a equipe técnica e a colaboração dos produtores rurais que já solicitaram participação no programa.

“É extremamente gratificante podermos fazer aquilo para o qual fomos criados: utilizar o conhecimento como ferramenta de sucesso. Só neste ano, estaremos abraçando 10 mil produtores que receberão visitas mensais. E temos que agradecer a estes produtores, porque sabemos que não é fácil abrir as portas das nossas casas e expor as nossas virtudes e os nossos defeitos para pessoas que são estranhas ao nosso convívio”, informou Condorelli.

A ATeG segue modelo nacional de metodologia desenvolvido pelo Senar/Administração Central. No entanto, foi customizada de acordo com características e a realidade do Rio Grande do Sul, criando um atendimento técnico para o aperfeiçoamento da produção através de uma série de ações.

Estas iniciativas estão divididas entre diagnóstico da propriedade, planejamento estratégico, adequação tecnológica e formação complementar para melhorias processuais e análise sistêmica de resultados. Serão realizados acompanhamentos mensais durante o período de dois anos, tendo como diferencial envolver fortemente a gestão do negócio. Para tanto, foram contratados 400 novos técnicos, além de investimentos realizados em estrutura e aquisição de veículos.