Novo sistema agiliza atendimentos veterinários

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Começa a funcionar, a partir de 1º de janeiro de 2020, o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-Sisbravet) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Agora, será possível acompanhar medidas adotadas em uma emergência veterinária, desde a notificação, atendimento e até a solução de uma suspeita de doenças em animais.

Conforme o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes, o sistema será integrado com todos os serviços de defesa agropecuária (federal, estadual e da iniciativa privada). Inicialmente, serão feitas notificações apenas de animais de produção (bovinos, suínos e aves, por exemplo), sem a inclusão de cães e gatos (animais domésticos). No futuro, poderão ser incluídos os animais aquáticos.

Com o Sisbravet, cerca de 4.700 veterinários de todo o Brasil poderão abastecer o sistema com as informações sobre detecção e atendimento de doenças dos rebanhos com rapidez, evitando a rápida dispersão, reduzindo os custos para os produtores e o risco de perda de mercados externos. As notificações das suspeitas serão feitas online, colocando fim aos formulários de papel. Também poderão ser realizados estudos epidemiológicos e o gerenciamento da vigilância agropecuária do País.

O sistema é integrado com a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do ministério, para acesso de dados de cadastro e população animal, além de previsão de integração com o Hub Laboratorial, para acesso aos laudos de diagnóstico das doenças.

A ideia de desenvolver um sistema nacional surgiu após o registro de casos de febre aftosa, em 2005/2006, em Mato Grosso do Sul e no Paraná. A marca e-Sisbravet nasceu em 2007. “Ficou cada vez mais clara a necessidade de rever todo o atendimento às emergências sanitárias. A iniciativa privada exerceu papel fundamental para o desenvolvimento do Sisbravet, em uma parceria bem-sucedida com o Ministério”, destacou Moraes.

“As coisas estão avançando, mas ainda com custos altos. O Sisbravet vai garantir um novo olhar para o Brasil nas negociações internacionais,” finalizou. O investimento para o desenvolvimento do Sisbravet foi de aproximadamente de R$ 2 milhões.

Defesa agropecuária terá mais US$ 200 milhões
O Ministério da Agricultura assinou empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Modernização e Fortalecimento da Defesa Agropecuária (ProDefesa).

O custo estimado do programa é de US$ 200 milhões para os próximos cinco anos, sendo que US$ 195 milhões virão de empréstimo junto ao BID e US$ 5 milhões de aporte do governo federal.

De acordo com a ministra Tereza Cristina, os recursos permitirão que o Brasil continue livre da febre aftosa, aumente as áreas sem a peste suína clássica (PSC) e sem a mosca da carambola. Com esses recursos, também serão reestruturados os serviços de sanidade animal e vegetal.

Geraldo Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura

“Atualmente, o agronegócio responde por mais de 40% das exportações brasileiras e por isso precisamos aprimorar nossa vigilância internacional e agilizar, pela informatização, a liberação de mercadorias, bem como inspeções, registros e autorizações”, informou a ministra.

Do total a ser investido, o controle e erradicação de pragas e doenças receberá US$ 137 milhões; a melhoria da eficiência dos serviços de defesa agropecuária ficará com US$ 23 milhões; e ao conhecimento e inovação para a defesa agropecuária caberá US$ 35 milhões.

Tereza Cristina lembrou que o BID é um parceiro importante do Brasil na disseminação de tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono, como o Projeto Rural Sustentável, aprovado pelo banco em 2013, que atuou na Amazônia e Mata Atlântica, beneficiando 25 mil produtores e atingindo 46 mil hectares.