Câmara do Leite da OCB discute tendências e cenários do setor lácteo

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Indicadores e perspectivas para a cadeia do leite em 2020 foram debatidos na Câmara do Leite, em evento promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O encontro foi realizado no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre (RS), e trouxe na pauta ainda as alterações nas Instruções Normativas 76 e 77 e os indicadores do preço do leite pago ao produtor. Participaram das discussões representantes de entidades, cooperativas e indústrias ligadas ao setor.

Em relação à balança comercial do setor lácteo, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite reforçou que o volume importado é inferior ao do ano passado e a exportação também não evoluiu. “Se olharmos a balança comercial, tivemos aumento nas importações em novembro, mas a competitividade do produto importado ainda está baixa”, afirmou. No atacado, Carvalho enfatizou que apesar de subirem lentamente, há algum movimento nos preços dos derivados. “O problema ainda é o leite UHT, que depende de uma expansão maior de renda para puxar um volume mais expressivo de consumo”, complementou acrescentando que há uma dificuldade de repasse destes valores ao consumidor.

Com uma expectativa de crescimento econômico ainda tímido, em 2,17%, mas sendo o melhor dos últimos seis anos, com previsão também do aumento do emprego formal, o especialista avalia que o próximo ano. “Viemos crescendo a taxas menores, mas crescendo. Começamos a ter um fôlego com uma retomada da economia do Brasil”, explicou. Em relação ao preço do leite ao produtor, Carvalho projeta um valor médio do leite mais elevado em 2020, mais alinhado ao padrão sazonal, chegando a uma média de R$ 1,48 o litro no país, 4,5% acima da média de 2019.