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Olivetto por ele mesmo

No dia  9 de abril aconteceu em São Paulo o lançamento do esperado livro do publicitário Washington Olivetto, pela editora Sextante e no dia 11 de abril foi a vez do Rio de Janeiro. Porto Alegre também está incluída no roteiro de lançamento. “É o lugar que mais se lê no Brasil”, opina. São 400 páginas de histórias da vida de Olivetto. Histórias que o transformaram num publicitário e não simplesmente a história de um publicitário. “Não é um livro dirigido a publicitários. É muito para todo mundo”, adianta. “Tenho a ambição de ser muito lido. Já tive o privilégio de estar na lista dos mais vendidos com Corinthians é Preto no Branco. Acho que este livro está bacana”, adianta.

A foto da capa foi feita em Paris por ninguém menos que o talentoso fotógrafo Sebastião Salgado, amigo pessoal de Olivetto.

Embora o pedido de escrever uma autobiografia fosse antigo, Olivetto só começou o projeto recentemente. “Comecei a vir para Londres para montar a estrutura de moradia e ficava 15 dias no Brasil e 15 dias aqui. Os dias sozinho ficavam muito compridos e, em outubro de 2017, comecei a escrever. Foi quando tive a ideia do título “Direto de Washington. W Olivetto por ele mesmo” é que me convenci de fazer o livro.  Neste momento, pensei: Meu Deus! Eu preciso fazer este livro. Só eu posso escrever esta história. Me empolguei e fui ficando feliz com o resultado. Espero que as pessoas se divirtam tanto quanto eu me diverti escrevendo”, revela.

Nova caixa de Ferramentas
Pressionadas pela menor remuneração, a nova realidade do mercado exige gestão extremamente competente e mais produtividade das agências. Com este propósito, a Fenapro, em parceria com os Sinapros, realiza este ano o projeto chamado “Caixa de Ferramentas Essenciais da Agência de Propaganda” que vai percorrer dez cidades no Brasil. Os mercados para ativação presencial são: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Salvador, Campinas e Ribeirão.

A ideia é levar ao conhecimento das agências diversas soluções que vão aprimorar os serviços prestados. Segundo Alexis Pagliarini, superintendente da Fenapro, a entidade selecionou dez parceiros considerados “essenciais” para as agências de propaganda.

Detox
Pintar, surfar e amar. Morando no Havaí desde 2015, após vender sua parte na sociedade e deixar o comando da AlmapBBDO, que dividia Jose Luiz Madeira; Marcello Serpa, um dos criativos brasileiros mais premiados, divide sua rotina entre a pintura, o surf e a família.

“Vendi a agência e resolvi fazer um detox. Hoje me realizo pintando, surfando as ondas que queria surfar e convivendo bastante com meus filhos. Adoro a publicidade, mas, durante 35 anos, vivi todos os ciclos da propaganda. Já dei algumas voltas, já fiz tudo que podia fazer em propaganda”, conta. Alguma chance de voltar? pergunto. Serpa diz: “Nunca digo que deste mercado não viverei. Mas é difícil me imaginar num ambiente fechando, em reuniões, tentando vender uma ideia para um cliente dentro de uma sala fechada. Se eu voltar para São Paulo, pode acontecer. No momento hoje, a minha vida está muito boa”.

Terebintina
Final do ano passado, Serpa fez sua primeira exposição, chamada “Terebintina”, na Art Gallery, espaço cultural de Nova York. Dos 15 quadros expostos, dez foram vendidos e enviados para diversos lugares como Colômbia, Los Angeles, Miami, Rio de Janeiro e São Paulo. “Meus quadros são muito pessoais, muito figurativos. Não é arte contemporanea. São imagens fortes, impactantes, muito coloridos. Vou pintando sem censura”, conta.

A pauta é ÉTICA
Stalimir Vieira entrevista Bob Vieira da Costa

A Nova/SB é a única agência brasileira de publicidade a conquistar o selo pró-ética, pelo segundo ano consecutivo. O selo é uma iniciativa da Controladoria Geral da União e o Instituto Ethos.

À frente da agência está Bob Vieira da Costa, publicitário mineiro com longa experiência em comunicação pública. A agência tem a maior parcela do seu faturamento concentrada em verbas públicas. Uma das principais razões, segundo Bob Vieira da Costa, para investir em gestão de integridade corporativa.

Bob, como se explica que um atestado tão emblemático como o selo pró-ética seja alcançado por apenas uma agência? Desinteresse ou falta de condições de atender às exigências?
Não acho que seja isso. Primeiro, é preciso considerar que dá muito trabalho e custa bem caro implantar e praticar uma gestão focada em integridade corporativa. Não se trata apenas de um jeito de pensar, mas de fazer. Ou seja, você tem que se qualificar, verdadeiramente. Começando por uma coisa que eu mesmo não sabia que deveria ter e que, com exceção das multinacionais, não sei se alguma agência faz, que é uma prosaica auditoria nos números da agência. Só essa iniciativa nos custa 400.000 reais por ano. Claro que não vai custar isso para todas as agências, mas sempre é caro.

O que o motivou a buscar esse padrão ético que vai além do discurso, mas que leva a uma prática reconhecida?
Certamente, a nossa dedicação ao atendimento de contas públicas é uma razão importantíssima. Todos nós sabemos da aura de suspeição que, tradicionalmente, paira sobre as licitações, gerando toda sorte de especulações. Então, nos perguntamos “o que podemos fazer para melhorar nossos processos, garantindo a lisura nas relações com os clientes governamentais?” Estudamos muito o conceito de integridade corporativa na gestão e concluímos que era sem dúvida a coisa certa a fazer.

Foi muito difícil essa implantação no início?
Não é uma tarefa simples. Mas tivemos um facilitador no fato de que boa parte do que se exigia já eram práticas nossas. Se não fosse isso, provavelmente, estaríamos no rol daquelas agências que acessam o site do pro-etica e desistem de candidatar-se, diante do rigor da avaliação e da quantidade de exigências. Dá muito trabalho. Para você ter uma ideia, para ganhar o selo de 2016, nós começamos a nos preparar em 2014. Sem falar do custo. Ter direito a este selo nos custa cerca de um milhão por ano.

O que mudou no cotidiano da agência?
Em primeiro lugar, ninguém mais faz as coisas como quer e porque quer, nem eu, é tudo muito bem controlado. Por exemplo, qualquer reunião, seja pelo motivo que for – uma simples mudança num plano de mídia – feita com agente público precisa ser relatada em detalhes, se almoçaram juntos, quem pagou a conta… Além disso, temos canais que são muito utilizados para denúncias anônimas ou não. Recebemos relatos de assédio moral, de suspeitas de negociações temerárias, tudo é levantado, investigado e esclarecido. Hoje, é um processo completamente incorporado e tocado naturalmente por todos.

Bob Vieira da Costa
Sócio-presidente da Nova/SB Comunicação