Marketing Esportivo: Futebol

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Novo ciclo
Um belo dia o filho do artista plástico austríaco Benno Pferscher, o ilustrador e artista Marcelo Pferscher, fundador do estúdio de ilustração Fescher Neoilustração, resolveu mudar e fazer tudo que queira fazer… A mudança começou quando o estúdio completou 20 anos de mercado. O artista, então, retomou a fundo a paixão pela arte. “Era chegada a hora de iniciar a segunda parte da história, era uma dívida minha comigo mesmo. Um desejo muito forte de produzir algo maior, mais permanente e de uma forma mais livre”, conta.

O artista então buscou em seus arquivos pessoais o exato ponto onde o seu trabalho de cunho artístico havia parado há 20 anos atrás e deu continuidade na produção autoral. Foi o que resultou na série Anatomia, na qual o artista desfragmenta suas imagens em múltiplas camadas.

“Eu já havia conquistado tudo que queria e podia no mercado publicitário como ilustrador, agora é a hora de me dedicar ao universo das artes visuais. Retomei o trabalho no ponto exato onde havia parado, como que rompendo um coma de 20 anos”, compara.

A equipe do estúdio de ilustração foi reduzida e, hoje, Marcelo atua somente com a direção artística dos projetos publicitários. Na maior parte do tempo, de forma remota, diretamente do atelier, através de uma estação de trabalho onde está conectado em tempo integral com a equipe.

E qual é o sentimento dessa transição? “Realização e leveza. Sempre fui movido por desafios, sempre acreditei que se deve trabalhar com o que se ama e da forma que se acredita. E é absolutamente fabuloso poder iniciar uma nova fase da vida mantendo esta filosofia”, responde.

Com uma produção intensa, em setembro, Marcelo já realizou a segunda exposição individual. Os próximos passos são a aproximação com o mercado de arte do Sudeste e com o mercado externo.

Marketing Esportivo: futebol
O consultor de Marketing Esportivo, ex-diretor do Internacional e do Clube Bahia, Jorge Avancini, está lançando o curso online “Introdução ao Marketing Esportivo”, em parceria com a plataforma de ensino a distância (EAD), iSend University. Com ênfase em futebol, o curso tem 17 aulas em vídeo com duração média de seis minutos cada uma.

O brasileiro não lida bem com derrotas. Isso impacta diretamente as marcas patrocinadoras? Como lidar com estes altos e baixos?

Os brasileiros têm a tendência a valorizar somente o campeão. Eu não acho que a marca tem algum prejuízo quando o time não é o campeão. O que pode acontecer é deixar de ganhar outras coisas. Ate porque o segundo colocado também traz visibilidade. Esta questão está mais ligada a cabeça do torcedor. Não vejo relação com os patrocinadores.  Tem marcas longevas como o Banrisul e a Tim que tem projetos de longo prazo. Senão seria um troca-troca de marca.

O mercado tem urgência por inovação. Como ser disruptivo no marketing esportivo?
Principalmente onde tem carência de verba tem que ser muito criativo e inovador para buscar novas receitas. Um gestor esportivo se depara com um modelo de gestão implantado que ainda não se modernizou. É difícil o gestor conseguir inovar e introduzir novos conceitos. O próprio torcedor é conservador e não permite inovação. O maior exemplo disso é o lançamento de um terceiro uniforme. São raros os clubes que conseguiram quebrar isso seja em cores diferentes, padronização nova. É um processo lento. Torcedor não quer ver seu clube alterado de forma nenhum. Ainda estamos muito distantes da inovação. O clube que conseguir fazer isso e souber tirar proveito disso vai ter muitas vantagens em nível de receita e novos patrocinadores.

A pauta é Marketing Político
Átila Francucci é vice-presidente de criação da agência Nova S/B, de São Paulo, e atua no marketing político há oito anos. Foi o responsável pela eleição de João Dória, no primeiro turno, para a prefeitura de São Paulo.

1. Em termos de marketing político, essa campanha pode ser considerada um divisor de águas? Por quê?
Não diria que a campanha desse ano é um divisor de águas, pois não acredito que o que estamos vivenciando hoje pautará as próximas eleições. Mas, já que falamos em águas, diria que esta campanha navega em novos e desconhecidos mares. A rejeição aos políticos e à política como um todo tornou as campanhas de TV e rádio muito menos influentes do que foram no passado.  É como se a população blindasse olhos e ouvidos – e, pior, blindasse o próprio raciocínio – e simplesmente não se deixasse influenciar por nenhum tipo de argumentação. A opção entre “voltar a ter o que já tive” e “ter o que nunca tive”, sublimasse qualquer proposta que se equilibrasse entre esses dois desejos.

2. Um candidato que fala o que quer, do jeito que quer, sem claquete, sem edição, está na frente. O que isso significa?
Significa que as pessoas se cansaram das meias palavras, do discurso “somebody love” dos políticos. Preferem aquele que não esconde suas opiniões, mesmo que elas sejam absolutamente inconvenientes ou que briguem com o aceitável pela sociedade. Não é por acaso que o PSDB, historicamente taxado (muitas vezes injustamente) de murismo, levou uma baita surra nessa eleição. Em tempos de “pós verdade” as pessoas cansaram dessa espécie de “pré mentira” que sai da boca de um político.

3. As redes sociais deixaram para trás os formatos convencionais do horário eleitoral gratuito ou é cedo para dizer?
Muito cedo. Vejo as redes sociais como os comícios de antanho, onde atacar os adversários é aceitável pois você está entre os seus. Em termos de política, o que vimos observando, não de hoje, é que a comunicação das redes sociais se pauta pela seguinte lógica: o que não dá pra veicular na TV, bota na Internet. O anonimato reina. É mais desconstrutiva com adversários do que auto construtiva. Uma pena, pois o “data” poderia ser melhor utilizado. Acredito que essa seja uma tendência ao longo das próximas campanhas eleitorais.