Ospa estreia Série Igrejas 2019 com homenagem a paróquia centenária

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A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) dá início à Série Igrejas 2019 com uma apresentação para contemplar os 100 anos da Igreja São João Batista, uma das paróquias mais antigas e tradicionais da Capital. A iniciativa, que busca levar música de concerto a diferentes templos religiosos da cidade, conta com a presença de dois renomados músicos. Sob a batuta do polivalente Arthur Barbosa, regente da Ospa Jovem, diretor artístico da Orquestra Eleazar de Carvalho em Fortaleza e violinista da Ospa, a sinfônica destaca peças de Verdi, Berlioz, Donizetti, Rossini e Mozart. Os solos são interpretados pela renomada mezzo-soprano Angela Diel, que tem na bagagem o Prêmio Açorianos de Música como melhor intérprete erudita, além da passagem anual em países do exterior.

Na primeira parte do programa, Giuseppe Verdi (1813-1901), considerado o maior nome da escola romântica italiana, é interpretado. A obra é a abertura de uma das óperas mais famosas de todos os tempos: ‘‘La Traviata’’, que foi composta em apenas quatro semanas, enquanto Verdi ainda finalizava sua obra anterior – II Trovatore -, demonstrando a grande versatilidade do autor e sua facilidade para compor.

O concerto tem sequência com ‘‘Les nuits d’été’’, do francês Hector Berlioz (1803-1869). Compositor revolucionário, introduziu o conceito de música autobiográfica. A técnica se baseia na utilização de temas associados a ideias ou personagens centrais – com a incorporação de instrumentos variados à orquestra. Em seguida, a ária o Mio Fernando de ‘‘La favorita’’ é executada. Peça de Gaetano Donizetti (1797-1848) segmentada em quatro atos, a ópera foi elaborada para um libreto de língua francesa de Alphonse Royer e Gustave Vaëz, baseado na peça Le comte de Comminges de Baculard d’Arnaud. A obra diz respeito às lutas românticas do rei de Castela, Alfonso XI, e sua amante, a “favorita” Leonora, com pano de fundo para o conflito da expulsão moura da União Ibérica. Em seguida, os músicos retomam o terceiro ato da abertura de La Traviata, de Verdi.

Gioachino Rossini (1792-1868) é, então, revisitado com a ária Cruda Sorte da peça ‘‘L’italiana in Algeri’’. A obra demonstra a sobreposição dos instrumentos de madeiras, sem deixar de garantir a orquestração de diferentes melodias. Iniciada com um breve Andante, a peça garante a variedade musical, com ondulações dramáticas que remetem aos clássicos do compositor.

Para finalizar o concerto, os músicos executam a ‘‘Sinfonia n º 25’’, escrito pelo então jovem de 17 anos Mozart Amadeus Wolfgang (1756–1791). A obra-prima é composta dentro da tendência ‘‘Tempestade e Ímpeto’’, movimento artístico que tomava conta na Europa. Elaborada com preservação de seus sucessivos modelos, ganhou notoriedade como a música de abertura do premiado filme Amadeus, de Miloš Forman, sendo uma das duas sinfonias de Mozart elaborada em Sol menor.

Concerto da Série Igrejas  2019
Quando: 24 de maio de 2019, sexta-feira, às 20h
Local: Igreja São João Batista (Av. Benjamin Constant, São João, 76 – Porto Alegre)
ENTRADA FRANCA

PROGRAMA
Giuseppe Verdi: La Traviata – Abertura
Hector Berlioz: Les Nuits D’éte – Le Spectre de la Rose (II)
Gaetano Donizetti: La Favorita – Ária O Mio Fernando
Giuseppe Verdi: la Traviata – Abertura Ato III
Gioachino Rossini: Italiani in Algeri – Ária Cruda Sorte
Wolfgang Amadeus Mozart: Sinfonia n°. 25
Allegro con brio
Andante
III. Menuetto e Trio
Allegro
Regente: Arthur Barbosa (Brasil)
Solista: Angela Diel (mezzo-soprano, Brasil)