Miolo registra mais uma safra lendária

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Terranova - Crédito: Emerson Ribeiro

A Miolo já confirma a 2ª edição da série The 2018´s Seven Legendaries of Miolo – Sete Lendários. “2018 foi um marco para a consolidação da vinícola como especialista na elaboração de vinhos tintos nobres, todos de guarda. E agora, 2020 nos presenteia novamente, nos impondo um novo desafio, de seguir superando para mostrar ao mundo que a Miolo, genuinamente brasileira, elabora grandes vinhos. Isto significa que durante 5 anos teremos vinhos nobres no mercado”, comemora.

Colheita no Vale dos Vinhedos – Em 72 dias de safra, de 8 de janeiro a 19 de março, foram colhidos 407 mil quilos de uvas. Foram 343 horas de frio, com temperatura igual ou inferior a 7,2°C, concentrado nos meses de julho e agosto, atrasando em 15 dias a brotação se comparada a safra lendária de 2018, quando foram registradas 187 horas de frio. Uma primavera chuvosa – 247mm contra 215 mm de 2018 – ocasionou o abortamento de cachos, diminuindo a produção. Entretanto, a forte estiagem do verão, que começou ainda em dezembro de 2019, com picos de temperaturas médias a altas e noites amenas, contribuiu para a qualidade superior das uvas.

Colheita na Campanha Meridional – Em perfeita sincronia, a Miolo entrou em operação com a colheita no Seival (200 ha) dois dias depois. Em 10 de janeiro começava a safra na Campanha Meridional, onde foram colhidos 2,1 milhões de quilos de uvas até o dia 20 de março. As 450 horas de frio foram suficientes para que todas as variedades lá cultivadas, inclusive as mais exigentes, pudessem superar em sua totalidade o período de dormência. A diferença é que na Safra 2020 estas horas se concentraram nos meses de julho a setembro, enquanto em 2018, as mesmas horas se distribuíram entre maio e agosto. Por isso, este ano a colheita foi mais tardia, em pelo menos três semanas. A primavera nos dois anos foi parecida, mas choveu mais nesta última safra, que registrou 125 mm, enquanto em 2018 foi de apenas 65 mm.

Almadém – Crédito: Emerson Ribeiro

Colheita na Campanha Centra – A última região gaúcha da Miolo a entrar na safra foi a Almadén, em Santana do Livramento, na Campanha Central. É lá que estão localizados os vinhedos de uvas viníferas mais antigos do Brasil e de onde a vinícola colheu 4,3 milhões de quilos de uva em 450 hectares, de 20 de janeiro a 25 de março. Acompanhando o comportamento climático da região, a cidade registrou 313 horas de frio nos meses de julho e agosto, o que atrasou a brotação em 20 dias.

As tintas Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon e a branca Gewurztraminer se sobressaíram, mas o grande destaque ficou com a Cabernet Franc, tanto que a Miolo já projeta o lançamento do Single Vineyards desta variedade. Ainda é indicado aguardar o lendário Vinhas Velhas Tannat e o Single Vineyards Riesling Johannisberg.

Colheita no Vale do São Francisco – Encerrada no Rio Grande do Sul, a vindima da Miolo agora segue para o nordeste brasileiro. Ainda em abril, começa a colheita na Terranova, no Vale do São Francisco. Em 200 hectares estão previstos colher em dois ciclos anuais, 3,25 milhões de quilos de uvas, estendendo-se até fevereiro de 2021. De clima tropical árido, a região tem variabilidade intra-anual, permitindo duas colheitas por ano. Tanto a poda quanto a colheita se dão praticamente durante todos os meses.

SAFRA 2020 NA MIOLO WINE GROUP
Total de kg de uvas: 10,057
Total de funcionários envolvidos na colheita: 413 colhedores
Total de garrafas: aproximadamente 10 milhões

Vale dos Vinhedos – Miolo – 407 mil quilos de uvas (100 ha)
Bento Gonçalves (RS)

Campanha Meridional – Seival – 2,1 milhões de quilos de uvas (200 ha)
Candiota (RS)

Campanha Central – Almadén – 4,3 milhões de quilos de uvas (450 ha)
Santana do Livramento (RS)

Vale do São Francisco – Terranova – Projeção de 3,25 milhões de quilos de uvas (200 ha)
Casa Nova (BA)