Inimigas Íntimas- 13 anos!

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“Ingra Lyberato e Fernanda Carvalho Leite … se divertem no palco e oferecem à platéia uma hora e meia de risos e alegria de viver, através de um texto esperto e talento sobrando.” Martha Medeiros. Zero Hora. Porto Alegre

“Comédia leve e divertida com duas excelentes atrizes”. Antonio Hohlfeldt. JC. POA

“Felizmente, Pinto e Monastério defendem que um espetáculo de apelo popular não deve rebaixar exigências de qualidade”. Renato Mendonça. Zero Hora, 08/10/2008. 

“O interessante da peça é que a partir desse conflito tão universal (a inveja da vida do outro), atemporal e explorado pela literatura, pelo teatro ou pela televisão, Fernanda e Ingra conseguem fazer o público rir de suas próprias idiossincrasias, de seus próprios caprichos, e refletir sobre suas próprias amizades e suas próprias invejas, graças a um texto muito bem costurado de Artur José Pinto.” Marcelo Spalding www.artistasgauchos.com.br

Sinopse – Ingra Lyberato e Fernanda Carvalho Leite interpretam quatro personagens: a atriz Lúcia, a dona de casa Mariana, a Empregada Doméstica baiana Yvette e a Jornalista homossexual Jussara Mendonça. Elas vivem situações do presente e do passado construindo, de forma muito engraçada e, por vezes, terna, a preparação para o jantar de acerto de contas das duas ex-melhores amigas, a atriz e a dona de casa.

Em dado momento do passado, duas amigas de infância tornam-se inimigas, mas mantém um vínculo indestrutível: uma acusa a outra de ter roubado o seu destino. Mariana sonhava em ser atriz; Lúcia queria Osmar, na sua vida. Todavia, deu-se o contrário. Fatalidade? Talvez. Mas o fato é que Lúcia tornou-se atriz e Mariana uma dona de casa, casada com Osmar. A mágoa recíproca estabelece uma distância que é rompida, quando marcam O JANTAR. A peça acontece nos momentos que antecedem esse encontro. A expectativa cruel, as antigas mágoas, as acusações recíprocas, as versões de cada uma, para o que julgam ser a fonte de seus infortúnios, a escolha do vestido preto ou vermelho, tudo com muito humor.

Néstor Monasterio investe na plasticidade das marcações e aproveitou a formação de dança das atrizes para criar movimentos que auxiliam na narrativa e temperam a peça com muita beleza.

Dramaturgia – Dois espaços ficcionais ocupam o mesmo espaço cênico. Deve ficar registrado que as duas mulheres têm mais identidades do que diferenças, apesar de serem diversas as suas personalidades.

Durante os momentos que antecedem o fatídico encontro, Mariana e Lúcia valem-se de duas interlocutoras: A jornalista e a empregada. Essas personagens são interpretadas pelas próprias atrizes. Além do elemento cômico, as cenas do presente, com o revezamento de personagens, estabelecem uma discussão das questões que afligem as amigas, através do juízo de outras mulheres de experiências diferentes.

Os flashbacks integram a narrativa, como ilustração das versões apresentadas às personagens “coadjuvantes”.

A peça não tem a intenção de ser judiciosa. Ela parte de uma questão universal para uma situação particular. O desfecho não pretende apresentar um mérito moralista. Ele é exclusivo para Mariana e Lúcia.

Todavia o texto da peça tem uma gênese: as discussões, as aflições, os desejos, as conclusões e as dúvidas das atrizes: Fernanda Carvalho Leite e Ingra Lyberato. Elas desejaram falar dessas coisas. Elas colaboraram com a criação, a partir de suas próprias experiências, embora Mariana e Lúcia não sejam seus alter egos. Por esse motivo, pode-se dizer que a peça foi escrita sob medida.

Ficha Técnica
Autor: Artur José Pinto
Direção: Néstor Monasterio
Elenco: Fernanda Carvalho Leite e Ingra Lyberato
Contra-regra e mordomo: André Oliveira
Figurino: Sérgio Lopes
Cenografia: Rodrigo Lopes
Música: Duca Leindecker, Néstor Monasterio
Coreografia: Jussara Miranda
Iluminação: Néstor Monasterio
Programação Visual: Nicolas Monastério
Fotos: Nestor Monastério