Arquitetos Voluntários desenvolvem ação no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre

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Um grupo de mais de 70 profissionais da arquitetura estão projetando e construindo voluntariamente espaços de descompressão em hospitais da Capital, Serra e Região Metropolitana com o objetivo de promover bem-estar aos profissionais da saúde envolvidos na linha de frente do combate à Covid-19. Desta vez, o contemplado é o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde o coletivo Arquitetos Voluntários – Hack for Brazil COVID-19 tem trabalhado em dois pavimentos para atender aos funcionários da área da saúde e à população em geral.

De acordo com o projeto, no terceiro pavimento será feito uma reestruturação espacial para melhorar o aproveitamento de áreas pré-existentes para dar mais conforto a todos e com o mínimo de obra possível. Além disso, um hall será transformado em uma sala de notícias cômoda e acolhedora. Esse será o local onde os médicos passarão informações sobre os pacientes aos familiares. Também será renovada a sala de estar e copa de todos os funcionários da saúde do andar, mais a adequação da área de lockers onde será colocado espaldar e bola para alongamento. “A ideia é garantir que qualquer equipe possa ter um respiro, um lugar que consiga relaxar com conforto e tranquilidade ajuda na sua produtividade e bom humor. Entendo que um profissional satisfeito, é mais empático, atende melhor e assim todos ganham”, pontua a coordenadora do projeto no HPS, a arquiteta Alyne Pillar Nunes.

No quarto pavimento, será implementada a sala de notícias atual e o dormitório dos técnicos de enfermagem da UTI. Nesses ambientes será preciso fazer o fechamento de vãos e paredes existentes para garantir o bem-estar de todos. “Nosso objetivo nessa revitalização é passar a sensação de tranquilidade e aconchego. Fazer um trabalho voluntário para o Pronto Socorro é devolver um pouco do muito que ele já fez por mim e por toda a população de Porto Alegre que sempre pode contar com este estabelecimento de saúde e seus profissionais competentes e dedicados”, destaca a arquiteta que ainda complementa dizendo que “a proposta de criar salas que proporcionam comodidade e são acolhedoras, onde os médicos nem sempre passarão boas notícias é uma maneira de respeitar o momento e a dor de cada Indivíduo. Além de evitar que fique muito impessoal este contato entre o profissional e a família do paciente o que facilita para ambos”.

Para o desenvolvimento e execução desse projeto, a equipe conduzida por Alyne é  formada pelas arquitetas Adriane Lorenzoni Sesti, Erika Listo, Maria Fernanda Moraes Salimen, Edimeia Murman Lehn e o arquiteto Claudio R. Gioda Jr. “A concepção dos Arquitetos de construir espaços de descompressão para os profissionais da saúde no combate ao novo coronavírus me encantou como pessoa e como profissional especializada em Arquitetura Hospitalar. Desenvolver um trabalho de humanização é muito importante em qualquer área, porém imprescindível nos ambientes hospitalares. E ser útil num momento onde as fragilidades humanas estão tão expostas faz bem para a consciência e para a alma”, finaliza Alyne.

Esse movimento surgiu com a iniciativa da Grow, aceleradora de startups, que está puxando um Hackathon – evento para discutir ideias e desenvolver softwares a fim de criar soluções para problemas específicos – para o enfrentamento ao Covid-19.