Álvaro Santi lança, “Nenhum amor igual ao meu”, na Casa da Música

334
COMPARTILHAR

Nenhum amor igual ao meu, tem lançamento pela Editora Patuá no próximo dia 20 de julho, sábado, a partir das 17h, na Casa da Música, em Porto Alegre. – Num mundo em que estamos submetidos ao bombardeio pesado e incessante de imagens e sons, a poesia pode oferecer um convite ao silêncio, ao recolhimento e a percebermos como usamos a linguagem (e somos usados por ela) no dia-a-dia, reflete.

Nenhum amor igual ao meu é o sexto livro de poesia da carreira de Álvaro Santi, que anteriormente lançara o premiado “Luta+vã” (2012).  A obra atual apresenta uma série de poemas dividida por diferentes temas. Traz uma multiplicidade de referências que ajudam a interpretá-lo, indo da filosofia à canção, com variados pontos de vista, fragmentação do sujeito, polissemia. “Como todo o poeta contemporâneo, Santi não se filia a escolas, não pretende convencer o leitor ou provar algo. Oferece seus poemas como os aposentos de uma casa ampla, abertos à visitação, uns mais claros e agradáveis, outros bagunçados. E um que outro até mal-assombrado”, compara o professor Sergius Gonzaga, que assina o prefácio da obra.

Mais adiante, Sergius Gonzaga comenta: “Valendo-se de vários tipos de composição lírica – inclusive da forma fixa do soneto, Álvaro Santi revela-se um delicado observador do relacionamento amoroso, procurando decifrá-lo, tanto sob um ângulo sentencioso, a exemplo de alguns sonetos à moda de Camões, quanto sob uma dimensão mais diretamente confessional. No último caso, alcança fundir memória e experiência, registro e reflexão, melancolia e humor, com resultados de alta excelência lírica (…), aliás, o humor – sutil, vivo e alegre – presente em inúmeros poemas acaba por atenuar a visão corrosiva do autor, infiltrando na mesma elementos mais abertos e paradoxais, ampliando deste modo a polissemia dos versos.”

Em seu pro­­­cesso de criação, Santi segue um certo método. – Começa com uma ideia, uma frase – falada, lida ou ouvida – que me chama a atenção. O que me atrai nela, levando-me a anotá-la num caderno sempre à mão, tem a ver cada vez mais com o ritmo – além de evidentemente sugerir algum sentido mais profundo, um potencial de reflexão sobre a realidade que transcende o contexto de onde ela foi tirada, mas que não está claro nesse primeiro momento. Numa segunda etapa (quando viajo, por exemplo, e consigo me afastar da rotina), passo para o computador e imprimo alguns desses rascunhos e vou trabalhando em cima até concluir uma parte deles. Na hora de publicar o livro, ainda faço uma seleção, cortando os que não me parecem tão bons, pensando em trabalhá-los novamente mais tarde, detalha.

SERVIÇO
Lançamento do livro Nenhum amor igual ao meu, de Álvaro Santi
Dia 20 de julho de 2019, sábado, das 17h às 20h
Casa da Música| Rua Gonçalo de Carvalho 22, Bairro Floresta | Porto Alegre
Entrada Franca