Expointer: vitrine maior para a agroindústria

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Neste ano, uma antiga demanda tanto dos frequentadores (que queriam mais espaço para circular) e dos expositores (cuja demanda por bancas é crescente) da Expointer foi atendida: o Pavilhão da Agricultura Familiar, tradicionalmente o local mais movimentado da feira, dobrou de tamanho. Passou de 3,5 mil para 7,6 mil metros quadrados, um investimento de R$ 3,5 milhões via Ministério da Agricultura.

Agora, serão 301 expositores de delícias caseiras como linguiças, vinhos, queijos e geleias, mostrando o que de melhor é produzido pela agroindústria gaúcha. “Todas as empresas são registradas, formalizadas, mostrando seus produtos agora em um espaço com capacidade bem maior”, avalia Tarcísio Minetto, secretário do Desenvolvimento Rural.

Ao todo, são 276 participantes do Rio Grande do Sul e 25 agroindústrias de outros Estados. Serão 10 de Minas Gerais, por meio de parceria com a Fetag/RS, e outros 15 das regiões Nordeste e Amazônica, em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). O número de estandes aumentou 41% em relação ao ano passado com a inauguração do novo pavilhão. Ao longo dos nove dias da feira, a mostra de agroindústrias apresentará o trabalho de 1.350 famílias de 106 municípios.

Todas as agroindústrias gaúchas participantes são incluídas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela SDR. Em 2017, a agricultura familiar foi um dos principais destaques da Expointer, alcançando volume de vendas de R$ 2,8 milhões, valor 40% superior à edição de 2016.

Minetto celebra a oportunidade de mais famílias mostrarem seus produtos aos visitantes. “A agricultura familiar é um lugar de diversidade. No princípio, tivemos apenas 30 expositores em um lugar improvisado. Neste ano, teremos um novo pavilhão, ampliado, que se constituiu num dos mais modernos já instalados. O crescimento foi possível graças à união de pessoas que acreditam que o setor é o grande vetor do desenvolvimento gaúcho”, conclama.

Entre as novidades, a praça de alimentação comporta 410 lugares. Outra melhoria para os expositores é o aumento da área dos estandes, que passaram de quatro para seis metros quadrados, contando com espaço para um pequeno depósito de produtos.

Uma feira de programação intensa
Muito além do pavilhão da agricultura familiar, a Expointer é palco para as novidades do agronegócio, seja quando o assunto é grãos, pesquisa, novas máquinas ou melhoramento genético.

Pavilhão Agricultura familiar  – Foto: Karine Viana

Maiores atrações da feira, os animais contarão com readequação de estrutura nos lavatórios de gado leiteiro e de corte, com instalação de cobertura. Outra novidade é o retorno das aves, que ficaram de fora da edição de 2017 devido aos riscos da influenza aviária (gripe), determinando um aumento do número de animais inscritos em 32% em relação ao ano passado, totalizando 4.247 exemplares das mais variadas raças.

Para os visitantes, a feira mantém os valores dos ingressos praticados no ano passado para acesso ao parque. A entrada inteira custa R$ 13,00. Estudantes e idosos pagam R$ 6,00. O número de vagas de estacionamento na área também foi ampliado. Serão mais 2 mil vagas com calçamento, ampliando a capacidade do parque para 12 mil carros.

Entre as instituições que organizam os eventos, a programação é intensa. Uma das novidades é a ampliação do espaço da Associação Gaúcha de Professores de Ensino Técnico Agrícola (Agptea) no parque de Esteio. A ideia é mostrar a força das escolas agrícolas gaúchas e a importância do ensino na formação do jovem. Na agenda, a cultura da oliveira, que chegou com força ao Rio Grande do Sul e resulta em azeites de ótima qualidade.

Na fruticultura, a Agptea abre espaço para a pitaya, fruta já conhecida no mercado com poucos produtores no Estado – a maior parte da produção vem dos estados de Santa Catarina e Minas Gerais.

Na pecuária leiteira, serão 103 exemplares da raça holandesa, segundo informações da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). A expectativa da entidade é de um alto nível nos concursos e julgamentos que ocorrerão no Parque de Exposições Assis Brasil.

Entre os destaques estão o concurso leiteiro, culminando no tradicional “banho de leite’ nos vencedores, que ocorrerá na tarde da terça-feira, dia 28 de agosto. Já nos dias 29 e 30 de agosto, ocorrerá o julgamento da raça Holandesa, neste ano a cargo do superintendente técnico da associação, José Luiz Rigon, quando serão conhecidos os grandes vencedores da exposição.

Na Casa do Veterinário, o Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) preparou um simpósio de dois dias abordando temas importantes para a categoria. Nos dias 29 e 30 de agosto, assuntos como inspeção de produtos de origem animal, combate ao carrapato e bem-estar animal de equinos estarão em pauta.

A Expointer abre espaço ainda para o cavalo crioulo. Depois de 17 passaportes em oito Estados brasileiros, e de duas prévias morfológicas, a feira vai revelar os grandes campeões. Serão cerca de 250 animais da raça crioula que entrarão em pista para disputar os títulos nas diversas categorias.

A grande novidade para o ano será a presença de dois jurados, um por categoria. Luiz Alberto Martins Bastos será o responsável pelo julgamento dos machos e o argentino Carlos Solanet ficará a cargo da avaliação das fêmeas.

Para encerrar em grande estilo, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) prepara mais uma final do Freio de Ouro. De 23 a 26 de agosto, serão 104 conjuntos, sendo os 96 selecionados nas classificatórias e mais os oito melhores colocados na última ExpoFICCC, que ocorreu em maio.

Freio de Ouro – Crédito Fagner Almeida ABCCC/divulgação
Destaque – Foto área da 38ª Expointer – Crédito: Jefferson Bernardes/ Agência Preview