Agro é Pop e é Tech. Mas será que é Tudo, mesmo?

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Semana passada, voltando de mais um evento agro no interior do Paraná, estado que concentra o melhor e mais eficiente sistema de cooperativismo do Brasil, percebi o quão rápido que o campo está absorvendo e aplicando a tecnologia, antes cara e inacessível para pequenos e médios produtores. Neste evento, que aconteceu na bucólica e organizadíssima cidade de origem holandesa, Carambeí, o foco foi a tecnologia digital e sua aplicabilidade no agronegócio.

Drones, tratores autônomos, máquinas de ordenha robótica, sistemas de energia inteligentes, “Internet das Coisas”, agricultura de precisão e muito mais, marcaram aquele que foi considerada a primeiro de muitos outros eventos e feiras que passarão a se dedicar exclusivamente ao tema da inovação no campo, que está mudando a forma de trabalhar a terra e ao cuidado com a criação de animais, permitindo que os produtores rurais aumentem os ganhos com produtividade e eficiência.

E o Brasil é o celeiro do mundo, atento à afirmação feita pelas Nações Unidas, que, até 2050, a produção agrícola terá de aumentar 70% para atender a demanda projetada de alimentos.

Em 2016, o setor respondeu por 23% do PIB nacional, gerando 37% dos empregos do mercado nacional e responde por 46% das exportações brasileiras.

E esta nova onda vem, coincidentemente, confirmar a última pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio – a ABMR&A, uma profunda e respeitadíssima ferramenta de análise que mapeou os hábitos de consumo de mídia dos produtores rurais do país, em 15 estados. Entre os resultados mais significativos que a pesquisa mostrou, destaque para a confirmação da rápida adoção da tecnologia pelos produtores, com 59% afirmando usarem smartphones, contra 17%, que os utilizavam em 2013. E o estudo também registrou que o campeão entre os aplicativos mais usados pelos produtores é o WhatsApp, com 96% de preferência, seguido pelo Facebook (67%), YouTube (24%), Messenger (20%), Instagram (8%) e Skype (5%).

Isto demonstra que a propriedade rural é, hoje, um verdadeiro laboratório de alta tecnologia aplicada.

Mas será que este agro, que se diz Pop e Tech, é tudo mesmo, no que tange ao seu marketing?

Com o setor praticamente levando nas costas o crescimento do país, é mais do que na hora de milhares de empresas, que gravitam neste ecossistema, adotarem e profissionalizarem também o seu marketing e comunicação, que ainda estão num estágio muito rudimentar – na sua adolescência, eu diria. Uma baita oportunidade para todos nós, agências, produtoras e veículos de comunicação, sem dúvidas.

Sendo o agronegócio o setor menos afetado pela crise, é natural que nos movimentemos nesta direção.

A sugestão que fica aqui é nos apoiarmos, neste trabalho, em entidades do agro já consolidadas, como a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio – ABMR&A, a Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre outras.

Fica a dica.

O Instagram serve apenas para curtirmos fotos incríveis dos nossos amigos, certo? Errado.

Isto até podia ser, antes do aplicativo criar elementos de interesse para as empresas-anunciantes. Com a excelente ferramenta Instagram Stories, o storytelling entrou no jogo, tornando o Instagram o terceiro protagonista das redes sociais (depois do Facebook e Twitter) e muito mais interessante como engajador para marcas na web. São 700 milhões de usuários ativos, por mês, interagindo nesta rede social.

A principal característica do Stories é dar aos usuários a possibilidade de criarem vídeos curtos, que desaparecem depois de 24 horas da sua publicação.

Mas isso não é tudo: as pessoas também podem adicionar desenhos, stickers e emojis para decorar seus vídeos. E agora também lançou o recurso de enquetes nas Stories, na forma de um adesivo virtual que permite a você criar enquetes para compartilhar junto de suas fotos, para que seus seguidores votem no que preferem.

Para aproveitar ao máximo o potencial desta rede, a Wayin, uma empresa de performance digital, listou alguns caminhos para o seu uso como ferramenta de marketing de experiência para as marcas.

Vamos às dicas:

  • FAZER USO DE HASHTAGS PARA SUAS FOTOS E VÍDEOS: É uma boa ideia criar hashtags como assinaturas digitais para disseminar suas fotos e vídeos entre seus seguidores. 83% dos posts utilizam deste recurso, que aumentam em 12% o engajamento. As marcas mais famosas utilizam hashtags específicos em 70% das suas publicações.
  • TORNE SEU WEBSITE UM HUB DE CONTEÚDO “LINKADO” AO INSTAGRAM: Ao incorporar ao seu site um conteúdo dinâmico e que interaja com o Instagram, seu tráfego e visibilidade aumentará em ambas pontas, gerando visitação e vendas diretas (se for este o caso) ao clicar no link da rede social.
  • PROMOVA CAMPANHAS E OTIMIZE SEU INSTAGRAM: Antes de mais nada, verifique se o seu perfil no Instagram é “comercial” e aponta para links no seu website. Como 75% dos Instagrammers efetivam alguma ação depois de inspirados pelo seu post, certifique-se que o conteúdo do seu site será relevante para eles. Promova micro-campanhas utilizando o Instagram Stories e o novíssimo recurso das enquetes.
  • E-COMMERCE: Originalmente, o Instagram foi criado exclusivamente para “conversações sociais”, com um mínimo de engajamento de marcas e nenhuma finalidade comercial. Mas isto está mudando. 84% dos millennials afirmaram que a recomendação de compra de seus amigos os influencia muito na decisão de compra, e imagens do Instagram, feitas por usuários e replicadas em websites, aumentam em 25% o índice de conversão em vendas, comparadas com imagens “frias” de produtos.
  • EVENTOS, IN-STORE E OOH: Seus posts não precisam ficar confinados à rede social. Amplifique a repercussão de seus posts do Instagram, apostando em presença da sua marca em tempo real em eventos, no interior de lojas, através de ativações promocionais, e em grandes telas na mídia exterior. Aqui também é necessário concentrar este conteúdo específico em hashtags. Quem não gosta de ver seu comentário numa enorme “social wall”?
  • ATENTE PARA OS DIREITOS AUTORAIS: Com o conteúdo sendo o “rei” de engajamento no marketing digital, é importante que você tenha o controle absoluto de seu material original publicado, além de autorizações de uso de materiais de terceiros e comentários de usuários em seu Instagram, para não enfrentar processos por uso indevido de imagem, posteriormente. É fundamental consultar um advogado especializado neste tema.

“Publicidade é a maior força transformadora do mercado. É o poder da ideia que se materializa em ação.”
 Marc Pritchard – CBO (Chief Branding Officer) da Procter &
Gamble