Crescimento sustentado garante sucesso das cooperativas

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Tem um ditado popular que afirma que o olho do dono é que engorda o gado. Traduzindo: o proprietário que se interessa pelo próprio negócio tem mais chances de que o empreendimento cresça e dê resultados positivos.

Quem avaliar por esta ótica as cooperativas verá um fundo de verdade neste raciocínio: enquanto a economia do Brasil patinou nos últimos anos devido à crise, com PIB menor e elevação do desemprego, os sistemas cooperativos foram na direção contrária e exibem resultados vigorosos, com um detalhe importante: sem reduzir os investimentos.

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs-RS), Vergílio Perius, conta que, em 2017, o setor cresceu 4,3% no Estado. Os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a expectativa é de alta de 11% nos resultados das cooperativas ano passado. Caso se confirme, apenas nos últimos quatro anos, o crescimento acumulado será de 42%. Já o PIB do Brasil registra quedas expressivas em 2015 e 2016 (-3%) e ligeira elevação nos últimos dois anos (cerca de 1,4%).

“A crise econômica nos robustece, não temos medo dela. Essa crise tem origem econômico-financeira e afeta as empresas privadas. Nas cooperativas é diferente. Os resultados positivos são fruto do nosso DNA, uma vez que o capital não é a essência do nosso negócio, mas sim as pessoas, os associados”, esclarece Perius.

Vergílio Perius, Presidente da Ocergs – Foto Leonardo Machado

No Rio Grande do Sul, segundo dados de relatório da Ocergs, as 426 cooperativas em operação reúnem 2,8 milhões de associados e registraram R$ 43 bilhões de faturamento em 2017. Cerca de 80% delas estão concentradas nos ramos agropecuário, crédito, saúde e transportes. Elas empregam 62 mil pessoas, com um salário médio de R$ 2.171,00, cerca de 20% acima da média do setor privado (R$ 1.810,00).

Duas ordens jurídicas fundamentais regem esse DNA das cooperativas, conforme o presidente do sistema Ocergs. A primeira exige que toda sobra resultante do desempenho da cooperativa retorne para quem produziu essa riqueza – ou seja, o capital volta na forma de benefícios para a comunidade dona da cooperativa.

Enquanto em uma companhia privada o resultado positivo de faturamento menos despesas é conhecido como lucro financeiro, nas cooperativas, juridicamente, chama-se de sobras. Somente em 2017, as sobras alcançaram R$ 1,8 bilhão no Rio Grande do Sul considerando todas as cooperativas em operação. “Portanto, nós socializamos o resultado econômico, enquanto a empresa de capital financeiro individualiza o resultado”, afirma Perius.

A segunda ordem importante no funcionamento das cooperativas é a socialização do poder político: cada associado tem direito a voto, pode decidir os rumos do sistema a que pertence. Para Perius, nas empresas, ocorre o contrário: o poder é privilégio de quem detém o capital.

Certamente que a desaceleração econômica, a alta no desemprego e a redução no consumo afetam pontualmente as cooperativas, mas não a ponto de impactar negativamente no resultado anual. “Falamos de pessoas físicas que se comportam como uma família. Em momentos ruins, a família reduz despesas para manter sua capacidade econômica. O mesmo ocorre nas cooperativas”, pontua o presidente da Ocergs.

Agropecuária com resultados recordes
Com 334 mil associados, o ramo agropecuário é um dos mais importantes do cooperativismo gaúcho. Nomes como Cotrijal (que realiza a Expodireto, uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro), Languiru, Piá e Santa Clara, apenas para citar algumas, são maiores que muitas empresas do segmento de carnes, grãos e ou de leite.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro-RS) reúne 34 cooperativas. Em 2018, o setor faturou R$ 25,4 bilhões, um aumento de 25,2% em relação ao ano anterior. Já as sobras, que consideram as receitas menos as despesas das cooperativas, alcançaram R$ 638,9 milhões, margem de 2,51% em relação à soma dos resultados obtidos no ano de 2017.

Presidente da entidade, Paulo Pires avalia que o comportamento dos preços da soja influenciou o resultado. “Em 2016, tivemos um preço médio de R$ 70,00 no ano – em 2017, este valor passou para R$ 60,00. Quando baixou novamente o preço, o produtor que tinha outros rendimentos não faturou esta soja, que ficou represada. Ano passado, o preço médio chegou a R$ 72,00 baseado em um dólar de R$ 4,20. Isto influenciou na formação do preço e o produtor vendeu o produto”, relata.

Pires relata que 2019 chegou trazendo desafios para o crescimento das cooperativas agropecuárias – entre eles, o crédito rural como instrumento para impulsionar o setor. Dados organizados pela entidade com base em números do Banco Central apontam que, dos R$ 182,4 bilhões tomados em crédito rural no ano de 2018, R$ 24,1 bilhões tiveram participação das cooperativas. Deste montante, 14% dos financiamentos tiveram como principais finalidades custeio, investimento e comercialização, modalidades operadas pelas cooperativas e repassadas aos cooperados.

A Cooperativa Languiru, sediada em Teutônia, tem na diversificação dos negócios uma das chaves para a sustentabilidade dos negócios. Nos últimos anos, conforme seu presidente, Dirceu Bayer, a Languiru registrou crescimento médio de 10%. Ano passado, com números ainda em fechamento, a alta deve chegar a 8%.

Dirceu Bayer, Presidente da Languiru – Foto/divulgação

Grande produtora de carnes de aves e suínos, a Languiru ainda coloca no mercado leite e derivados, fabrica rações (para aves, suínos, bovinos de corte e de leite, peixes, caprinos e ovinos), é forte no varejo (com supermercados Languiru e lojas Agrocenter) e opera também dois postos de combustíveis na região de Teutônia, no Vale do Taquari, onde surgiu há 64 anos.

Para 2019, com a expectativa de nova elevação de 10% nos negócios, o faturamento da Languiru deve chegar a R$ 1,5 bilhão. Os planos para os próximos anos são ambiciosos: Bayer relata que, apoiada em um planejamento estratégico com foco no crescimento sustentado, a meta da cooperativa é alcançar R$ 2 bilhões de receita em 2022.

“Os anos de 2016 e 2017 realmente não foram fáceis para a economia do Brasil. Mas, graças à diversificação, se os resultados da divisão leite deixarem a desejar, por exemplo, conseguimos equilibrar com maior demanda por produtos da divisão varejo. Hoje, 33% do nosso faturamento vem do varejo, que não depende de clima bom ou ruim, ao contrário dos grãos”, conta Bayer.

E é apostando em uma demanda maior por proteína animal que a Languiru deu sinal verde para a ampliação do frigorífico de aves localizado no município de Westfália. Com investimentos de R$ 50 milhões, a capacidade da planta irá passar de 110 mil abates diários para 220 mil abates quando estiver operando plenamente, em um prazo de cinco anos. “Muitas empresas fecharam após os impactos negativos da operação Carne Fraca, de 2017. Acreditamos em maior apetite por carne de frango, que se mantém como alternativa para a população em tempos de poder aquisitivo baixo”, pondera o presidente da Languiru.

A primeira fase deve estar finalizada até 2020, significando um acréscimo de 48 mil matrizes para produção de ovos férteis; aumento no abate de mais 35 mil frangos/dia; e 70 novos aviários, com 1.600m² cada um. Atualmente, o frigorífico de aves da Languiru conta com 873 funcionários e área total de mais de 18 mil metros quadrados.

Mais do que capacidade financeira e planejamento estratégico, confiabilidade do quadro social e gestão participativa são dois pontos essenciais do sucesso do modelo cooperativo. “Ter a confiança do associado é primordial. Ele acreditando nos projetos desenvolvidos pela cooperativa permite que consigamos competir com empresas em um mercado desigual, muitas vezes. Essa política é essencial em nossa existência”, completa o presidente da Languiru.

Crédito com taxas menores e serviços de qualidade
Segmento que reúne o maior número de cooperados no Rio Grande do Sul, com 1,9 milhão de pessoas, as cooperativas de crédito apostam em serviços diferenciados e atendimento personalizado para ganhar adeptos em um mercado extremamente concentrado no Brasil: o sistema financeiro.

“A diferença do sistema cooperativo de crédito para o sistema financeiro tradicional é que, como o cooperado é o dono do negócio, então você trabalha com esse foco. Não tem a necessidade de gerar lucro como tem o banco comercial”, esclarece Marcelo Fagundes Hoffmeister, gerente de negócios da Unicred-RS.

Colocação de novos postes de energia – foto/divulgação certel

Com 52 mil cooperados da área da saúde, a Central Unicred-RS reúne 12 cooperativas espalhadas pelo interior gaúcho que detêm uma rede com 53 pontos de atendimento. Cuida da gestão de R$ 3,5 bilhões em ativos – este volume, por sinal, subiu 14,2% ano passado. “Embora 2018 tenha sido um ano de dificuldades na economia em geral, a cooperativa seguiu investindo. Nossa carteira de crédito aumentou 19,7%, somando R$ 1,7 bilhão”, relata Hoffmeister.

Marcelo Hoffmeister, Presidente da Unicred RS – Foto/divulgação

Operando um segmento em que o lucro é, mais do que nunca, a alma do negócio, a cooperativa de crédito entende que precisa gerar resultados positivos, mas em um ambiente saudável em que todos saiam ganhando.

Um exemplo é o crédito. No Brasil, historicamente, as taxas são elevadas porque o spread bancário (diferença entre a remuneração que o agente financeiro paga ao aplicador para buscar um recurso e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo dinheiro ao cliente), entre outros fatores, pesa muito no custo final do crédito tradicional.

Conforme o executivo da Unicred-RS, o banco comercial enxerga o crédito apenas pelo viés do spread. “A cooperativa, por outro lado, visualiza o que ela tem de custo na operação, o que faz sentido em termos de spread para entregar uma solução de crédito que agregue valor ao cooperado”, informa ele.

Uma das modalidades com custo mais elevado, o cheque especial, costuma tirar o sono do consumidor caso ele entre no vermelho. Nos bancos comerciais, o juro médio desse tipo de operação, ao mês, é de 12%, conforme dados do Banco Central referentes ao segundo semestre de 2018. Nas cooperativas, cai para 8,1%. O crédito pessoal, por sua vez, tem juro médio de 2,3% ao mês no sistema cooperativo – a taxa salta para 6,6% no sistema financeiro tradicional.

A Unicred-RS tem como meta aumentar entre 8% e 10% o número de associados. A maior parte dos integrantes são profissionais da área da saúde, como médicos, odontólogos, enfermeiros e familiares.

Segundo Hoffmeister, o crescimento sustentável da Unicred-RS decorre da fidelização do associado e dos resultados a ele entregues. Há espaço para as cooperativas de crédito crescerem no Brasil – um dos desafios é mostrar que os produtos oferecidos em nada deixam a desejar aos encontrados nos bancos comerciais.

“O mercado financeiro, em geral, vem numa evolução boa nos últimos anos. Na cooperativa de crédito, ofertamos os mesmos produtos, com custos menores, muitas vezes, e atendimento mais individualizado. Se as pessoas entendessem o modelo cooperativo não teria porque estarem em um banco comercial em vez da cooperativa. É um modelo cultural, que precisamos mudar aos poucos”, avalia.

Presidente do Sicoob Central SC/RS, Rui Schneider da Silva avalia que o maior desafio é divulgar o cooperativismo de crédito nos grandes centros urbanos e em regiões em que ainda não há tradição cooperativista, de qualquer ramo. “Ao contrário de boa parte dos grandes bancos do País, continuamos a expandir nossas agências. Já somos a quinta maior rede de agências no Brasil”, relata.

Rui Schneider da Silva, Presidente Sicoob RS-SC Foto/divulgação

O Sicoob SC/RS pretende alcançar até o final do ano 1 milhão de associados. O sistema finalizou 2018 com 922,2 mil integrantes. A expectativa é de alta de 15%, mesmo índice que a instituição ambiciona crescer na carteira de crédito, chegando a R$ 7,9 bilhões. Os ativos totais em 2018 eram de R$ 14,6 bilhões com previsão de crescimento de 20%, devendo encerrar 2019 com R$ 17,5 bilhões nos dois estados do Sul.

Nos planos está, ainda, a expansão física. Conforme Silva, nove municípios catarinenses receberão agências do Sicoob (hoje, são 261). No Rio Grande do Sul, a meta é chegar a mais 22 municípios (atualmente, a rede do Sicoob alcança 38 cidades gaúchas. “Nos últimos cinco anos, o Sicoob dobrou de tamanho e as perspectivas continuam favoráveis, pois ainda há muitos brasileiros que desconhecem as vantagens do cooperativismo de crédito”, completa o presidente do Sicoob SC/RS.

Os investimentos incluem sistemas de tecnologia de última geração. “Isto significa que os cooperados do Sicoob podem optar entre ir a uma agência ou movimentar sua conta, fazer aplicações, transferências, pagar boletos e outras operações de qualquer lugar do Brasil e do mundo utilizando celulares, tablets ou computadores”, conta Silva.

No Sicredi também há motivos para comemorar. A instituição financeira cooperativa ultrapassou os 4 milhões de associados em todo o Brasil no início de 2019 – eles estão distribuídos em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. Esta marca representa um crescimento de 37% da base de cooperados nos últimos cinco anos.

Um dos diferenciais do Sicredi é o modelo de gestão que valoriza a participação igualitária e colaborativa dos associados, ou seja, são eles que votam e decidem os rumos das 115 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.

“A instituição comemora quatro milhões de pessoas que, por meio do Sicredi, aderiram ao cooperativismo de crédito. É a nossa contribuição para o crescimento do segmento e reflexo do nosso empenho de sermos simples, próximos e ativos em relação aos nossos associados”, declara João Tavares, presidente executivo do Sicredi.

Atualmente, o Sicredi atua em 1.263 cidades, sendo que em 200 delas é a única instituição financeira presente. “Nos últimos anos, o cooperativismo de crédito tem apresentando um crescimento importante no Brasil. Apesar disso, se compararmos com outros países onde o cooperativismo de crédito tem mais representatividade no sistema financeiro, como na Alemanha, França e Irlanda, por exemplo, temos muitas oportunidades para crescer ainda mais”, comenta Tavares.

João Tavares, Presidente-Executivo do Sicredi – Foto/divulgação

E espaço para crescer existe. Conforme dados do Banco Central, são cerca de 1.000 cooperativas de crédito atuando no Brasil, respondendo por apenas 4% do volume de crédito do sistema financeiro. Em países como França e Alemanha, esse percentual salta para 60%. Quanto à rede de atendimento no País, os sistemas cooperativos somam 6 mil pontos, maior que a do Banco do Brasil, por exemplo (4 mil pontos).

Energia forte para consumidores residenciais, indústria e o campo
No Rio Grande do Sul, o ramo infraestrutura é composto por 23 cooperativas, sendo 15 de distribuição de energia e 8 de geração. Essas cooperativas de geração são donas de 33 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que fornecem energia para mais de 1 milhão de gaúchos distribuídos em 369 municípios.

Um dos destaques é a Certel, criada em 1956 em Teutônia, no Vale do Taquari. Trata-se de maior e mais antiga cooperativa de eletrificação do Brasil. Quase 65 anos depois, a Certel hoje é formada por áreas como geração e distribuição de energia, varejo (com as lojas Certel) e produção de postes de concreto (Certel Artefatos de Cimento).

Fábrica de Rações de Estrela/divulgação Languiru

São 65 mil associados, conforme explica o presidente da cooperativa, Erineo Hennemann. Ele esclarece que toda a infraestrutura de posteamento da Certel é de concreto. São 70 mil postes e 7 mil transformadores distribuídos em uma rede que avança 5 mil quilômetros adentro de 48 municípios do Rio Grande do Sul – destes, a Certel fornece energia não apenas para a área rural como também para as sedes municipais.

Erineo José Hennemann, Presidente da Cooperativa Certel
Foto/ divulgação

Ainda nos anos 1980, a Certel criou uma divisão para produzir postes de concreto, quando a madeira ainda era o material mais utilizado pelas distribuidoras de energia. Para empregar um jargão do setor, o poste de madeira tem baixa resistência mecânica – dura, em média, apenas 15 anos e necessita ser trocado. Os postes de concreto, ao contrário, chegam ter uma vida útil de 70 anos. “Isso nos dá uma vantagem grande porque não é qualquer vento que derruba um poste de concreto”, explica Hennemann.

O foco da Certel, segundo ele, é a geração de energia – “gerar o seu produto”, nas palavras de Hennemann. “Quando somos os produtores de nossa matéria-prima, neste caso, a eletricidade, podemos repassar para nosso consumidor uma tarifa menor”, relata. Hoje, o cliente da Certel paga 30% menos pela energia que chega à sua casa quando comparado ao cliente de uma distribuidora tradicional.  “Isso representa quatro contas de luz a menos no ano”, diz o presidente da cooperativa.

Hennemann aposta em maior demanda por energia nos próximos anos. Enquanto o consumo subiu 1%, em média, no Brasil em 2018, na área de atuação da Certel esse índice chegou a 5,1%. Principalmente em função da retomada da indústria, que estava parada, e também das atividades ligadas ao agronegócio – a região se destaca na produção de aves e suínos, além de ser um polo leiteiro. Para 2019, a expectativa é de nova alta de 5% na demanda.

Para atender a esse incremento, a cooperativa já iniciou a construção de uma nova subestação na localidade de Costão, e uma linha de alimentação, com 40 quilômetros de rede, vindo de Garibaldi. “Esses investimentos vão garantir mais 15 anos de fornecimento de energia para a nossa região”, destaca Hennemann.

Em um investimento de R$ 10 milhões, a Certel ainda irá duplicar a linha existente hoje entre Lajeado e Teutônia, construindo uma nova rede com torres de concreto – estruturas construídas pelo braço industrial da cooperativa.

Na geração de energia, a Certel tem hoje 4 PCHs em operação – a mais recente delas, Hidrelétrica Cazuza Ferreira, foi inaugurada em 2016 e tem como parceiras a Cooperativa Coprel, de Ibirubá, e a Geopar, de Porto Alegre. Com capacidade de 9 MW, recebeu investimentos de R$ 35 milhões.

Outras cinco usinas estão em planejamento, conforme o presidente da Certel. A primeira, com investimento de R$ 40 milhões, deve sair do papel em outubro deste ano. Com capacidade para 6 MW, a usina será construída no interior do município de Pouso Novo.

Não existe segredo para o sucesso das cooperativas, na opinião de Hennemann. Tendo como foco o retorno ao associado, o sistema cooperativo ainda pode crescer e muito. “No caso da Certel, temos custo menor de manutenção com uma rede toda de concreto. Também conseguimos gerar parte da energia que comercializamos para um mercado em crescimento. Essas vantagens garantem uma tarifa menor para nosso cooperado”, finaliza ele.

No RS, as 426 cooperativas em operação reúnem 2,8 milhões de associados e registraram R$ 43 bilhões de faturamento em 2017. Cerca de 80% delas estão concentradas nos ramos agropecuário, crédito, saúde e transportes.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro-RS) reúne 34 cooperativas. Em 2018, o setor faturou R$ 25,4 bilhões, um aumento de 25,2% em relação ao ano anterior