Barbosas-maravilha, Rui e Marina!

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A ruivinha de 23 anos (30/06/1995) tem o pomposo nome de Marina de Souza Ruy (com y) Barbosa. Ao casar, adicionou um Negrão na sua vida, o do Alexandre. Consta que é tetraneta do Águia de Haia e parece não ter parentesco com o novelista Benedito, que ostenta o mesmo sobrenome composto. Sinto muito, mas não é sobre ela que preciso escrever nestes tempos que urgem e rugem.

Quem, como eu, acompanha O Sétimo Guardião (escandalizam-se as patrulhas: Mário, como podes ligar na Globo Golpista e, ainda por cima, olhar  novelas?)  quer que a fonte da juventude eterna exista, banhe e conserve Luz (Marina), Marilda (Letícia Spiller), Rita de Cássia (Flávia Alessandra), Clotilde (Adriana Lessa), as gracinhas Louise Marie (Fernanda de Freitas) e Lourdes Maria (Bruna Linzmeyer) …

Antes que a patrulhada denuncie o machista, vou acrescentando que a tal fonte também deveria preservar os gatões Bebeto (Eduardo Sperone), Gabriel (Bruno Gagliasso traiu mesmo na vida real a maravilhosa Giovana Ewbank?), e Murilo (Eduardo Moscovis), os impagáveis Adamastor (Theodoro Cochrane) e Marcos Paulo (Nany People), os “velhinhos” Sóstenes (Marcos Caruso) e Olavo (Tony Ramos), os meia-boca Eurico (Dan Stulbach) e Sampaio (Marcello Novaes) …

A história da fonte de águas miraculosas é antiga. Vem lá das calendas greco-romanas como um rio que descia do Monte Olimpo. Dádiva secreta dos deuses. O explorador espanhol Ponce de León a teria encontrado. Na verdade, só achou a Península da Flórida.  Se não fosse uma lenda, talvez o Águia de Haia, banhado nela, ainda estivesse voando pelos céus brasileiros e pondo as coisas no seu devido lugar lá em Brasília.

Sim, é possível que Rui (com i) Barbosa aspergisse sua sapiência jurídica e talento incontestado para a diplomacia sobre o atual cabeça do Itamaraty. Aquele mesmo, que investe sua lança contra o globalismo e endeusa o nacionalismo assegurando, nos informa o Nexo, que “os valores só existem dentro de uma nação, dentro de uma cultura, enraizados em uma nação, e não em uma espécie de éter multilateral abstrato.”

Pois Rui (com i) Barbosa ganhou o epíteto em 1907, lá na Holanda, por obra do então chanceler, José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco das cédulas de 1.000 cruzeiros. Reconhecia uma brilhante atuação durante a 2ª Conferência Internacional da Paz. Haia, Holanda, Águia de Haia, sacaste?

Vivo fosse, nosso Rui teria bem à mão, agora, quando governante chama a imprensa de inimiga, o texto do pedido de habeas-corpus nº 3.539. Ele o escreveu “em favor d’O Imparcial, Correio da Manhã, A Época, A Noite e A Careta” e “em defesa da liberdade dos Diretores, Redatores, Revisores e Vendedores”.

Discursando ante o Supremo Tribunal Federal em 9 de maio de 1914, defendeu os direitos dos referidos jornais “e, geralmente, de todos os outros diários e revistas, que aqui se imprimem, a fim de que, escudados com esta garantia constitucional, se possam imprimir e distribuir pela circulação pública, livremente, não obstante o estado de sitio decretado e mantido pelo governo.”

Estado de sítio. Brrr!!! Esta excepcionalidade do poder segue na Constituição Cidadã de 1988. São apenas três artigos – 137, 138 e 139. Eles estabelecem as duas justificativas: I – comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa; (máximo de 30 dias, renovável por igual período) e II – declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. (enquanto durar o conflito).

O Congresso Nacional, hoje, precisaria validar por maioria absoluta a intenção da Presidência da República. Ao fazê-lo, sancionaria o item III do artigo 139, permitindo o advento de  restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei”. Aí, chama o Rui!