Associação da Pluralidade

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A ARP (Associação Riograndense de Propaganda) fez um justo reconhecimento a Airton Rocha, João Firme e Luiz Coronel, durante o Salão ARP Night, no dia 14 de novembro. Liana Bazanela, presidente da associação, está fazendo uma gestão inovadora e de fato conseguindo dar uma cara nova para entidade. Atraindo novos profissionais, seja da área acadêmica, anunciantes e até mesmo os jovens profissionais em início de carreira. Com esta pluralidade conseguiu dobrar o número de sócios.

Aprender com o fracasso
Como dizia Charles Dickens, “cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender”. O Fuckup Nights, um movimento global sobre fracasso, promove eventos itinerantes em várias partes do mundo para que as pessoas compartilhem, voluntariamente, seus cases de fracasso. Porto Alegre é a cidade escolhida para contemplar o evento no Brasil. Será no dia 18 de dezembro no Vidal Café e as inscrições são feitas pelo site. O desafio, segundo Leticia Gasca, diretora executiva do The Failure Institute e cofundadora do Fuckup Nights, que participou do Festival of Media da América Latina (Fomla 2018), é conseguir que as pessoas exponham suas falhas. “O sucesso não é definitivo e o fracasso não é fatal”, diz Leticia. “Não tem atalho para estrada do sucesso”, acredita.

Segmentação por perfil de afinidade
Danielle Lee, Chefe Global de Soluções para Parceiros do Spotify, falou durante o Fomla 2018, em Miami, sobre a importância da personalização do marketing para os negócios. A dica de Danielle é personalizar as mensagens pelo critério de “momento de consumo” e não simplesmente pelo perfil da audiência ou segmentação demográfica. Citou o exemplo da Gatorade que veicula o seu anúncio antes de uma playlist gratuita com ritmo fitness. “É na hora do exercício que as pessoas vão consumir o Gatorade. É na hora da fome que as pessoas querem receber anúncios de restaurantes. A marca precisa aparecer na hora certa”, opina. Segundo dados da Hornet/Nielsen, 48% dos consumidores globais são frustrados por não receberem experiências personalizadas.

Empresa catarinense promove o Pet Day
Já imaginou levar o Pet de estimação para o trabalho? Em Blumenau (SC), a empresa de Tecnologia da Informação, WK Sistemas, promove, desde 2015, o Pet Day. Num determinado dia do ano os colaboradores podem levar seus animais para o ambiente de trabalho. A ação costuma reunir participantes de diversas espécies como gatos, peixes, tartarugas, porquinho da índia e até mesmo uma galinha, mas, os cachorros ainda são a maioria.  “A ideia é promover a integração, aproximar as pessoas e valorizar a relação afetiva que os funcionários têm com seus animaizinhos. É muito legal”, conta a diretora Administrativa da WK Sistemas, Cláudia Denardi Rutzen.
Belo exemplo de um olhar para as pessoas.

Marketing de Influência
Nas redes sociais, audiência não é selo de qualidade. Utilizar uma ação de influenciadores digitais focada no público alvo pode gerar melhores resultados para a marca do que uma campanha de grande alcance. De acordo com a consultora em comunicação e marketing digital, Liliane Ferrari, é fundamental ter critério para escolha dos influenciadores digitais que irão endossar a marca. Não é simplesmente a quantidade de seguidores. Neste caso, a qualidade vale mais do que a quantidade de fãs. “Não basta olhar apenas para números. É preciso saber quem atinge a audiência que nos interessa”, diz.

Liliane acredita que ninguém é influenciador em todas as mídias e nem em todos os assuntos. É mais relevante encontrar quem influencia seu target, mesmo que seja num pequeno nicho. “Grande audiência é um vício do passado. Quem engaja mais são os influenciadores chamados de ‘micro’. A influência de verdade acontece em núcleos menores, num âmbito regional”, opina.

A Spark, que abriu filial em Porto Alegre em novembro, usa uma plataforma proprietária, que utiliza big data e predição de dados para auxiliar a escolha dos influenciadores ideais para cada campanha.

Branded Content: entenda o que mudou nas narrativas de marca
O branded content (conteúdo patrocinado pela marca) é uma das mais atuais formas de conectar a audiência em tempos de consumidores multitelas e multiplataformas. A expert no assunto, Patrícia Weiss, comenta nesta entrevista os desafios das marcas que precisam ter coragem para perder o controle e  colocar as pessoas no centro das histórias. Ou seja, a marca não pode mais simplesmente falar o que quer, mas precisa entender o que é relevante para o público e o que a audiência quer ouvir.

Patricia é fundadora e Chairman do Branded Content Marketing Association (BCMA) para a América do Sul e é Chefe de Estratégia de Conteúdo e Entretenimento de Marca e Produtora Executiva na ASAS. br.com. Ela foi uma das juradas do Festival of Media Latam  (Fomla) Awards 2018, que aconteceu em outubro, em Miami.

O que há de mais moderno no branded content?
Narrativas de marca com amplo significado para a sociedade, que materializam o encontro de seu propósito com o insight humano.  Marcas contando histórias humanas que criam valor e fazem sentido para as pessoas. Abordando com honestidade, amplitude e profundidade a verdade, o que é realmente importante para as pessoas, e assumindo o dever moral de representar a sociedade e poder transformar a cultura, combatendo estereótipos e velhos paradigmas a partir do seu propósito e valores, da sua vocação e papel na vida das pessoas. Pois o que importa não é o que ou como a marca faz, mas por que faz.

Quais são os desafios do branded content uma vez que as pessoas querem a menor interrupção possível?
Branded Content é uma questão de mudança de mindset e cultura. Por ser uma forma diferente de conectar a audiência, requer uma transformação na forma da marca pensar, brifar e aprovar um projeto, pois quando se trata de Branded Content o protagonismo deixa de ser da marca e passa a ser da audiência. Isto é uma inversão total de uma rota tomada há muito tempo pelas marcas. A marca precisa abandonar o pensamento tradicional egocentrado e colocar as pessoas no centro da história, se voltando para o que é realmente relevante para o ser humano, aquilo que irá afetar as pessoas porque, simplesmente, diz respeito a elas. E esta nova posição é desconfortável e desconhecida para muitas marcas ainda. Não é mais o que a marca quer falar, mas sim o que a audiência quer ouvir. É preciso coragem da marca para perder um pouco o controle do jogo.  A verdadeira revolução do marketing acontece quando as marcas se colocam (de verdade) no lugar das pessoas.

Qual foi o case de Branded Content que você destaca como o melhor feito na América Latina?
Vencedor em vários festivais, destaco pela força e relevância o case da UNICEF “The Worst Soap Opera”, da República Dominicana, criado pela agência Pagés BBDO, que ganhou ouro na nova categoria Best of Branded Content, do Fomla  Awards 2018. Mas, o Brasil teve uma participação pequena e deixou de inscrever alguns cases bons como o “Endless Stories”, criado pela agência Almap/BBDO para a Getty Images.
Foto/destaque: Airton Rocha, João Firme e Luiz Coronel