Especialistas debatem “A Transformação Digital e o Humano” no MUBS 4.0

321
COMPARTILHAR

Conteúdo, meios, criatividade, performance… Onde marcas e agências precisam colocar mais esforço, energia e investimento para que possam atingir suas metas de vendas, de imagem, de engajamento com o consumidor? Essa foi apenas uma das várias questões levantadas no MUBS 4.0 – A Transformação Digital e o Humano, evento realizado pela Mark Up que reuniu cinco expoentes em inovação, tecnologia e novas formas de conteúdo: Isabela Ventura, CEO da Squid; Edney Souza, diretor acadêmico na Digital House Brasil; Vinicius Zimmer, product lead for Apps Brazil no Google; Acchiles Milan, consultor de Inovação e Comunicação Digital; e Silvana Torres, presidente da Mark Up. O debate foi moderado por Laura Marquez, fundadora da IDHAUS, idealizadora da plataforma de discussões ColabHaus e especialista em comunicação digital e branding.

Em um mercado que está em constante mudança, os painelistas concordaram que nada mais está garantido. “Empresas e agências precisam se despir das fórmulas que deram certo no passado, pois os cenários estão mudando com mais rapidez do que em outras épocas”, diz Silvana Torres. “Uma coisa é certa: o ‘humano’ está no centro de toda essa revolução tecnológica que está acontecendo e o mercado ainda está descobrindo onde tudo isso vai dar”.

“Hoje, consumidor é usuário. Se de um lado, ele ganhou voz e poder de interlocução, do outro, as marcas estão aprendendo a se posicionar”, conta Acchiles Milan. O consultor reforçou que, com a democratização da internet trazida pela tecnologia, grandes grupos internacionais disputam espaço com empresas de menor porte. “Temos acesso a montanhas de dados. Coletá-los não é mais o problema. A questão está na organização deles. E aí entra o fator humano, que é quem decide o que fazer com essas informações”, pontua.

Com 30 anos de experiência em tecnologia e comunicação, Edney Souza alertou que “as empresas que não olharem para os dados ou que não aprenderem a interpretá-los, ‘morrerão’ rapidamente”. Isabella reforçou ainda que “é preciso revisitar nossa maneira de trabalhar. Antes de toda essa tecnologia, necessitamos ir a campo, abordar as pessoas, priorizar o user experience. A tecnologia e os dados não podem ser polarizados, mas sim, unidos”, destaca.

Mesmo com toda a transformação digital, o diferencial competitivo está no Humano. É o usuário que decide se vai consumir o conteúdo, se acredita no discurso da marca, se compra o produto ou utiliza o serviço e se advoga a favor dela. Apps e super apps, que coletam uma quantidade enorme de dados, também entrarão na tomada de decisão dessas pessoas. “Esse relacionamento com o público-alvo passará a ficar mais difícil para as empresas quando a Lei de Proteção Geral de Dados entrar em vigor em 2020. Pois dependerá do usuário se ele quer ou não que seus dados sejam utilizados pelas marcas”, diz Vinicius Zimmer.

O que se concluiu do bate-papo entre os especialistas é que o mercado não precisa temer as novidades que virão por aí. “O brasileiro tem uma capacidade enorme de se adaptar, de se reinventar. O Humano ainda está à frente de toda essa revolução. Só precisamos trabalhar com mais empatia e mais respeito à diversidade, sempre vivenciando o que o nosso consumidor e usuário deseja, almeja e sonha”, finaliza Silvana. Para assistir o MUBS 4.0 na íntegra, acesse: https://www.facebook.com/markupoficial.