Agência Bistrô usa humor para falar da real diversidade

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O que faz uma agência ser reconhecida pela prática da diversidade? Criar processos seletivos apenas para negros? Ter até 10% de mulheres, deficientes, gays? O que faz uma agência ser reconhecida como um lugar que pratica a diversidade, é ela nascer assim. É ela ser a primeira agência do Brasil, desde 2007, a levantar a bandeira de discriminação de qualquer natureza.

Nascida em Porto Alegre e com um braço em São Paulo, a agência mantém em seu site, um score da diversidade de mais de 60 funcionários, calculado a partir de uma auto declaração voluntária anônima da equipe. Semestralmente a Bistrô mede o nível de inclusão e acolhimento à diversidade na equipe.

E é com esse espírito que a Agência Bistrô inicia a campanha “Temos vagas para homens brancos hétero”, com desmembramento off e online “Como um homem gay, me orgulho de ter fundado uma agência que “dá pinta”, mas sem fazer apenas um trabalho “nichado”. Nosso portfólio contempla diversos segmentos econômicos, não somos apenas a comunidade LGBTQI+”, comenta Gabriel Besnos, CEO da Agência Bistrô.

Durante o mês novembro as suas redes LinkedIn, Instagram e Facebook exibirão uma criação polêmica, mas extremamente divertida. A ação também conta com 14 peças distribuídas em 60 pontos nos mobiliários urbanos de São Paulo, com a participação do charmoso pug Woffles, o mascote da agência.

“Ainda temos 3 vídeos expondo os diversos preconceitos que passamos. Uma vez um cliente nos pediu para clarear a cor da modelo negra, pois ele achou que ela parecia mais clara no casting. Não clareamos, pois isso é crime, e mesmo que não fosse não concordamos com isso, entregamos o trabalho e dispensamos o cliente”, comenta Alê Garcia, VP de Criação.

Com sua diretoria formada por 50% de mulheres, 25% de gays e 25% de negros, a agência espera fazer com que empresa e sociedade reflitam sobre o que é a real diversidade, e como ela deve ser inserida no mercado de trabalho.

“A diversidade existe na Bistrô desde que abrimos a agência em 2007.Nunca entrou para debate, foi sempre natural e orgânico. O arco-íris sempre esteve com a gente em junho, as mulheres sempre ganharam o mesmo salário que os homens e sempre estiveram presentes na criação. A escolha de um VP de criação negro não foi por acaso. Pra Bistrô, inovação sempre foi ser diverso e inclusivo. E queremos levar isso para todo o Brasil, por isso resolvemos gritar de uma maneira descontraída – Agora que temos muitos gays, mulheres, negros e um PCD, num momento tão sensível que o mundo passa.”