Sócio da Zepp explica novo formato da produtora e relembra história da Zeppelin Filmes

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Sócios Zepp: Ricardo Baptista Silva, Dudu Venturi e Gringo Everson Nunes

Ricardo Baptista da Silva, um dos sócios fundadores da Zeppelin Filmes e atualmente sócio de Gringo Everson Nunes e de Dudu Venturi na Zepp, que tem sede em São Paulo e em Porto Alegre, conta nesta entrevista sobre o reposicionamento e as  principais mudanças da produtora e resgata a importância da Zeppelin  para o mercado de produção gaúcho e nacional.

A Zeppelin marcou história no Rio Grande do Sul e em nível nacional pela qualidade do trabalho desenvolvido e prêmios conquistados. Foi, por muitos anos,  considerada a produtora top do mercado. Isso dá um saudosismo? Qual é o sentimento dos sócios fundadores que acompanharam tantas transformações no mercado passar por mais essas mudanças agora depois de 28 anos?

Justamente por já estarmos há tanto tempo na estrada, nos adaptamos a muitas mudanças. Sempre fomos nos transformando durante esse tempo, mudaram sócios e diretores de cena em vários momentos, mudou a tecnologia, enfim e conseguimos manter a nossa essência que é contar bem as histórias das marcas.  Com o mercado todo da comunicação mudando drasticamente precisamos nos ajustar novamente, para buscar uma entrega mais personalizada e direta.

A produtora começou em 1991 fazendo comerciais de orçamento médio para empresas gaúchas. No ano seguinte, foi responsável pelo comercial da Pepsi veiculado nacionalmente para lançamento da nova marca. Depois, nos anos 2000, fez aquele célebre filme que mostrava para todo o país a modelo Daniela Cicarelli descolando um beijo em um veranista em busca da última gota de refrigerante da praia. Em poucas palavras, o que mudou no mercado de produção de lá para cá?

O mercado de produção mudou bastante desde a década de 90. Nessa época filmávamos com película 16 e 35mm, era preciso equipes grandes pra manejar câmeras e equipamentos, os filmes eram mandados para revelação e telecinagem em SP ou RJ pois POA nunca teve esses recursos. As máquinas de finalização eram grandes e caras. Softwares de montagem como AVID só os profissionais tinham acesso. Hoje tudo ficou menor e mais acessível, câmeras, lentes, drones, facilitam o trabalho das equipes e as necessidades dos Jobs. O que aconteceu com a tecnologia, o surgimento dos smartphones, a tv a cabo e os streamings mudaram totalmente o paradigma da comunicação e por consequência também a publicidade. Só tínhamos que nos adaptar mesmo.

Comercial da Pepsi com Daniela Cicarelli

No portfólio da Zeppelin tem filmes para grandes marcas como Itaú, Petrobras, Pepsi, Zaffari, Banrisul, Vivo, entre outras. Qual é o mais marcante ou mais premiado?

Temos muitos filmes marcantes. No RS, as campanhas de Zaffari, dirigidas pelo José Pedro Goulart, eram esperadas com ansiedade a cada final de ano. Em nível nacional filmamos muitas campanhas que foram memoráveis como para a Skol, da F/Nazca, e Volkswagem, da Almap BBDO, também dirigidos pelo Zé Pedro. Nosso filme mais traduzido, para 16 línguas diferentes foi Twix, da Almap BBDO, dirigido pelo Rodrigo Pesavento. Filmamos com o Kiefer Sutherland para Citroen e com o Gerard Butler para Ford.

Atualmente os sócios que permanecem são Ricardo Baptista da Silva e Gringo Everson Nunes. O que o novo sócio Dudu Venturi vem agregar?

O Dudu, além da experiência de 25 anos no mercado de São Paulo, tem muitas ideias parecidas com as nossas em relação ao nosso negócio. Ele é ex-Sentimental. Acreditamos que com a vinda dele podemos agregar ao negócio e na solução dos projetos que este novo viés de comunicação.

Uma das missões da Zepp será ampliar o quadro de diretores de cena para reforçar o time plural que veio construindo durante esse ano.  Já estão nesse time Fernanda Rotta, Paula Jobim e a dupla Player 2, composta por Patrícia Monegatto e Will Martins.

Só para relembrar: Quem foram os primeiros sócios fundadores? Podemos dizer que a produtora também foi uma “escola” na formação de novos profissionais. Em todo este período de atuação, a produtora “formou” muitos novos diretores. Fazendo uma avaliação geral, qual foi a importância da Zeppelin? E o que a Zepp pretende daqui para frente?

Os primeiros sócios fundadores foram José Pedro Goulart, Annette Bitencourt, Jefferson Chies, Lordsir Oliveira, o Breno, o Gringo e eu.

Formamos muitos diretores de cenas e profissionais do mercado que hoje estão entre os melhores e mais bem avaliados profissionais. No mercado gaúcho, a Zeppelin praticamente construiu um mercado publicitário de produção. Todos os nossos filmes locais e nacionais eram produzidos no Sul. Desenvolvemos muito essa categoria em Porto Alegre e sempre mantivemos as condições adequadas para que o mercado se desenvolvesse.

Daqui pra frente nosso objetivo é continuar contando histórias e fazendo belos filmes para nossos clientes sem perder esta essência da produtora de descobrir talentos e encontrar a melhor solução para o investimento dos clientes.

A proposta da Zepp é desenvolver roteiros e projetos para diferentes plataformas como publicidade, content, programas de TV e séries, cinema, videoclipes e games.