Filme criado pela Morya para Unimed viraliza pela sensibilidade e adequação

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A quarentena ocasionada pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), mudou, em pouco tempo, o cenário mundial. O isolamento social trouxe uma mudança radical de hábitos. Dentro deste contexto, a Unimed Porto Alegre e a agência Morya criaram e produziram, em tempo recorde de uma semana, um filme de extrema pertinência e sensibilidade. Antes mesmo de veicular na televisão, o filme vazou pela internet e rapidamente viralizou nas redes sociais, em proporções que nem agência nem anunciante imaginavam. “O filme foi muito compartilhado por grupos de WhatsApp e redes sociais e a Unimed foi uma das palavras mais consultadas no Google antes mesmo que tivéssemos planejado a mídia”, diz Gerson Silva, gerente executivo de Relações Institucionais da Unimed Porto Alegre.

Gerson conta que a ideia surgiu por sugestão da agência Morya e logo ganhou a aprovação da diretoria da Unimed Porto Alegre. “Precisávamos levar uma mensagem de esperança para que as pessoas, dentro de um contexto de total isolamento, pudessem acreditar que vamos suplantar essa dificuldade juntos”, diz.

O vídeo, um dos mais compartilhados por centenas de pessoas, inclusive fora do Brasil, durante a quarentena, não é um filme comercial nem de “oportunidade”. É uma ação de solidariedade que veio a partir de uma inspiração do criativo Greg Leal, diretor de criação da agência Morya, de Porto Alegre, que sonhou com a ideia e o diretor da agência, Fábio Bernardi, tratou de leva-la adiante. O cliente, que em meio a tantas demandas que o momento exige de uma seguradora de saúde, teve também a sensibilidade de aprovar e colocar no ar a mensagem onde pessoas reais compartilham seus momentos dentro de casa, criando uma grande rede de união.

“Encontramos uma oportunidade de mandar uma mensagem de esperança. O que mais nos deixou feliz foi o resultado disso pois a produção inicial não foi pensada assim. No começo, a ideia era mostrar a forma como as pessoas estavam enfrentando esses dias  de confinamento e acabou dando uma injeção de ânimo geral. Potencializou uma expectativa que vamos conseguir superar este momento”, revela Gerson. “Entendemos que era a hora certa de fazer este movimento de mostrar, mesmo num isolamento social, como é possível ter criatividade para enfrentar o tempo de quarentena. O resultado geral foi muito positivo, inclusive para nós e para as pessoas envolvidas”, complementa Gerson.

A criatividade também figura nos bastidores. Produzido de um jeito totalmente diferente do habitual, sem set de filmagem nem externas, as cenas do filme foram feitas com a participação de diversas pessoas convidadas, que fizeram a gravação de imagens, com os próprios celulares, de suas novas rotinas. Com a competência da produtora Mythago, leia-se Mocita Fagundes, e da produtora de áudio Radioativa, as cenas foram ‘costuradas’ pela trilha sonora da clássica música Horizontes, que ganhou nova letra retratando o momento vivido em plena pandemia.  O resultado é um filme tocante, que leva esperança para o momento tão difícil que o mundo inteiro vive.

Mocita Fagundes

“Não era apenas um projeto de modelos. Tinha que ser muito verdadeiro. As pessoas foram convidadas a participar do filme. O resultado foi mostrar o lado B do confinamento, que é o carinho, a proximidade, a família, o enxergar para dentro. Foi uma experiência única”, conta Mocita. Nas entre-linhas, o filme mostra que o amor e a solidariedade podem abrir novos caminhos.”A produção não foi o exército de um homem só. Foi um exército do bem para ganhar essa batalha. Foi um querer que desse certo. Um grande exercício de empatia”, resume Mocita.

“Sabíamos que ia ter uma repercussão boa porque a música Horizontes é muito icônica, muito lembrada e as pessoas já estão num momento emocional por estarem em casa, distantes dos amigos e parentes. Sabíamos que tinha um gatilho emocional forte. Mesmo assim, a repercussão foi muito maior do que esperávamos”, revela Fabio Bernardi, sócio da Morya.  “Estamos precisando de carinho e afeto neste momento. O sucesso de uma ação, quando acontece deste tamanho,  é por uma combinação de diversos fatores. O filme emociona a todos, fala com todos. E parte do sucesso é por ter sido feito com gente real”, complementa Fabio.

Fabio Bernardi

Segundo Gerson, o conteúdo criado tem total afinidade com a marca Unimed que tem uma responsabilidade social, traduzida no seu posicionamento, de cuidar das pessoas, de orientar e contribuir para o bem estar de todos.

“Entre tantas coisas negativas, conseguimos fazer um filme que leva mensagens positivas de humanização, acolhimento, família e encontro, fazendo uma convergência do bem. A ação mostrou, para nós da Unimed, a relevância social que podemos ter com todos, mesmo sem que sejam nossos clientes. Isso foi para nós um grande ensinamento: ver o quanto podemos ser relevantes na vida das pessoas, sem ter objetivo comercial”, diz. “Ainda é um momento de muito incerteza e é importante passar esta mensagem agora para que as pessoas possam pensar positivamente”, finaliza.