A boa embalagem não deve mudar e sim evoluir

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Um dos mais experientes e destacados designers de embalagens do Brasil, Lincoln Seragini, fala sobre a embalagem ideal e quando deve mudar. Dentro de uma onda mais ecológica, a embalagem moderna deve ser sustentável.

Quais são os principais cuidados que se deve ter ao criar uma embalagem?
A embalagem ideal começa com a definição de seu tipo, material e estrutura, que além de conter e proteger bem, deve ser fácil de manusear, abrir, usar, guardar, dosar, preparar e se o conteúdo não for consumido de uma única vez, deve permitir o seu re-fechamento. Outra função da embalagem é a de “vender” o produto na prateleira, sendo essa a principal missão do ponto de vista mercadológico, pois é muito conhecida a expressão de que ela funciona como um vendedor silencioso, substituindo o vendedor pessoal. Somado a isso, ela deve ser economicamente viável para o posicionamento do produto e hoje em dia, deve ser sustentável, isto é, ecologicamente responsável.

O que deve ser levado em consideração na hora de mudar ou lançar uma embalagem nova?
Para mudar uma embalagem, é necessário ter razões bem claras e importantes. A embalagem é a cara da marca e as marcas notórias que construíram ícones, como Maizena, Coca-Cola, BomBril, Creme Nívea e Chanel Nº 5, por exemplo, geralmente não mudam suas embalagens. Quando a formulação dos produtos se altera, por ingredientes, perfume ou sabor, costumam mudar o grafismo das embalagens para destacar as mudanças. No geral, pode-se afirmar que uma boa embalagem não deve mudar e sim evoluir.

Outra situação em que as embalagens são mudadas é quando se identifica que elas são um ponto fraco comparado aos concorrentes.

Quanto a uma nova embalagem, mais do que isso, trata-se na realidade de uma nova marca ou novo produto, já que ninguém compra embalagem “vazia”. O maior desafio de uma nova embalagem é ser original, atrair e seduzir o consumidor.

Tem algum case relevante em que a embalagem tenha sido o fator principal para alavancar as vendas?
O mundo está cheio de exemplos onde a embalagem foi o fator decisivo do sucesso. Vou citar um caso do mercado gaúcho: a embalagem da água mineral Floresta Ativa, onde o mesmo produto, apenas com uma embalagem portátil, com tampa flip-top e uma alça para segurar enquanto está se movimentando, se transformou em grande sucesso de vendas para a empresa Sarandi. Essa versão, além de ser a mais lucrativa da empresa, por ser exclusiva, permitiu expandir geograficamente as suas vendas.

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Renovando a base de clientes
Por uma estratégia de reposicionamento a fim de se aproximar do público jovem, pela primeira vez, o Banrisul entra como um dos patrocinadores do Planeta Atlântida, o maior evento de música e entretenimento do Sul do País. De acordo com a superintendente de marketing do Banrisul, Lisane Fernandes, o banco precisa renovar a sua base. “O Planeta veio a calhar para nós. Queremos que o público jovem perceba o quanto somos inovadores e o quanto temos produtos para oferecer”, diz.

Realizado pelo Grupo RBS e DC Set Group, o Planeta Atlântida acontece nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2020 e conta com o patrocínio de Renner e Coca-Cola , e agora do Banrisul.

Anitta no palco principal durante a 24ª edição do Planeta Atlântida Foto: Marcos Nagelstein / Agência Preview

Privacidade e convivência: combinação possível
Empresas de todos os tamanhos terão que se preocupar com proteção de dados e privacidade. Em agosto de 2020 entra em vigor, no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A nova regra vai estabelecer uma espécie de ética para a gestão de dados, o que vai recuperar, de certa forma, a privacidade do cidadão. Atualmente, estamos o tempo todo usando aplicativos enquanto as empresas estão, simultaneamente, coletando nossos dados. Conhecendo melhor quem está por trás do aparelho, as marcas conseguem ser mais certeiras e lucrativas. Porém, as consequências de um vazamento de dados podem ser devastadoras.

Segundo Raissa Moura, Head of Data Privacy  da Inloco, as empresas que tratarem os dados pessoais de maneira apropriada valerão mais porque ganham confiança do mercado. Além disso, Raissa aposta no aumento da criatividade. “Com menos informações à disposição, haverá um esforço maior das marcas e empresas para que os clientes queiram compartilhar seus dados”, projeta. E vem fiscalização forte por aí nessa área.

Raissa Moura

Programa Acelerador de Talentos
O See It Be It, criado em 2014 pelo Cannes Lions para ampliar a presença feminina nos cargos de comando da indústria criativa, abriu as inscrições para a próxima edição. Quinze criativas serão selecionadas para participar de uma série de atividades durante o festival, que acontece entre os dias 22 e 26 de junho de 2020, incluindo a inscrição cortesia, acomodação e viagem. O programa foi criado para habilitar e acelerar mulheres em papéis criativos seniores no mundo todo.

Desde o seu lançamento, o programa cresceu e se tornou um movimento global de mulheres, defendendo o objetivo da igualdade de gênero em todo o setor da comunicação. Swati Bhattacharya, CCO da FCBUlka, foi nomeada embaixadora do See It Be It 2020 e Madonna Badger, CCO e fundadora da Badger & Winters, segue como presidente  do programa de gênero. Spotify é o parceiro oficial.

Reaproveitamento
Pensando em gerar menos lixo, a Reserva, marca de roupas masculinas, criou o projeto Neo-RE, onde são literalmente “triturados” seus tênis antigos e os resíduos são usados na construção de novas solas. Para estimular a reciclagem e evitar o descarte, o cliente que entregar um calçado usado da Reserva recebe R$ 50 de bônus na compra do modelo novo sustentável. A marca já é um exemplo em outra ação que visa diminuir o impacto da fome no Brasil, onde cada peça vendida na Reserva e Reserva Mini, são distribuídos 5 pratos de comida para quem tem fome. Já foram doados 33 milhões de pratos desde o início do projeto.